A energia elétrica residencial foi o item que mais pressionou a inflação brasileira em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O subitem acumulou alta de 12,31% no ano e respondeu sozinho por 0,48 p.p (ponto percentual) do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), sendo este o maior impacto individual entre os 377 itens que compõem o indicador oficial de inflação do país.
Na sequência, aparecem cursos regulares, com impacto de 0,29 p.p; planos de saúde (0,26 p.p); e aluguel residencial (0,22 p.p), respectivamente. Assim como em anos anteriores, a conta de luz ficou novamente muito acima da inflação oficial do ano.
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Conta de luz ficou quase três vezes acima da inflação em 2025
Em 2025, o IPCA acumulou alta de 4,26%, abaixo do registrado em 2024 (4,83%) e dentro do teto da meta de inflação estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5%. O resultado também foi o menor desde 2018, quando a inflação anual foi de 3,75%.
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, o desempenho da energia elétrica residencial foi influenciado por reajustes tarifários que variaram de -2,16% a 21,95%, além da maior incidência de bandeiras tarifárias ao longo do ano.
Em 2024, por exemplo, oito meses registraram bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de luz — cenário que não se repetiu em 2025, contribuindo para a maior pressão sobre o bolso dos consumidores.
O IBGE ressalta que o IPCA é calculado com base em dados coletados em regiões metropolitanas e municípios específicos, não abrangendo todas as cidades do país. A pesquisa contempla as seguintes áreas:
- Regiões Metropolitanas: Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (SC).
- Municípios: Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Aracaju (SE).
- Área especial: Brasília (DF).
Capitais com as maiores altas
De acordo com o IBGE, as maiores elevações no preço da energia elétrica residencial ao longo do ano foram registradas em Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO), ambas com aumentos superiores a 23%, conforme ilustra a imagem abaixo:
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