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Mercado & Investimentos

Conta de luz deve subir quase o dobro da inflação em 2026

Reajuste médio previsto é de 7,64%, com altas acima de 10% em algumas distribuidoras

Canal Solar - Conta de luz deve subir quase o dobro da inflação em 2026

Foto: Envato Elements

As contas de luz dos consumidores brasileiros devem registrar, em 2026, um reajuste médio quase duas vezes superior à inflação projetada para o período, segundo estudo elaborado pela Thymos Energia.

Na média nacional, as tarifas de energia elétrica devem subir 7,64%, enquanto o mercado financeiro projeta uma inflação de 3,99% para 2026, de acordo com o Boletim Focus.

O levantamento aponta, contudo, que em algumas distribuidoras o reajuste pode ultrapassar o triplo da inflação estimada para o ano. As maiores elevações estão previstas para: Neoenergia Pernambuco (13,12%), CPFL Paulista (12,50%) e Enel Ceará (10,66%).

Segundo a Thymos Energia, os aumentos mais expressivos refletem, principalmente, custos mais elevados de geração e o alto volume de perdas, que incluem furtos de energia.

Na direção oposta, algumas distribuidoras devem apresentar redução nas tarifas em 2026. Os menores reajustes estão previstos para a Neoenergia Brasília (-3,73%), Amazonas Energia (-1,72%) e Equatorial Piauí (-0,83%).

Curtailment e desafios operacionais

Além da pressão tarifária, a Thymos Energia alerta para desafios operacionais crescentes no sistema elétrico em 2026, com impactos diretos sobre a sustentabilidade econômica do setor.

Um dos principais pontos de atenção é o aumento dos cortes de geração em usinas solares e eólicas, o chamado curtailment, que atingiu níveis recordes em 2025. Na média anual, os cortes chegaram a 24,3% na fonte solar e 18,7% na eólica.

Para 2026, a consultoria projeta um leve agravamento do problema, que deixou de ser um tema periférico e passou a influenciar diretamente o apetite dos investidores no setor elétrico.

Na avaliação da Thymos Energia, o curtailment não pode mais ser tratado como um evento pontual e exige soluções estruturais, como a expansão do armazenamento de energia e a adoção de mecanismos econômicos adequados para mitigar os impactos sobre os geradores.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários (1)

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  • Meupa

    Gostaria de entender como o custo de geração está aumentando se, todos os dias, cada vez mais gente gera a sua própria. Durante o dia as empresas sequer precisam se esforçar. Pelo amor de Deus. feche o djabo da hidrelétrica durante o dia.

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