As usinas eólicas e solares no Brasil já desperdiçaram 48,7 TWh de energia por causa do curtailment — as restrições de geração impostas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) que vêm se intensificando no país desde 2023.
Segundo levantamento da ePowerBay, consultoria especializada em energias renováveis, o prejuízo acumulado já equivale a quase 8% de todo o consumo elétrico do país — considerando que, em 2024, o Brasil consumiu 650,4 TWh, conforme o dado mais recente consolidado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
O estudo revela ainda que o problema segue se agravando. Apenas em janeiro de 2026, os cortes somaram 2,86 TWh — alta de 45% em relação a dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano passado, quando as perdas foram de 0,72 TWh, o avanço é ainda mais expressivo: quase 300% em 12 meses.
Entre os complexos mais impactados estão Janaúba (MG) e os parques Serra do Mel A e Serra do Mel B (RN), todos com perdas acumuladas superiores a 1 TWh ao longo do período analisado.
Confira o estudo completo da ePowerBay, clicando aqui.
Mesmo com cortes, solar mantém protagonismo
Apesar do aumento das restrições, a energia solar crntralizada começou o ano de 2026 liderando a expansão da matriz elétrica brasileira — repetindo o desempenho observado ao longo de 2025. Se no ano passado a fonte foi a que mais adicionou potência instalada ao SIN (Sistema Interligado Nacional), em janeiro o cenário voltou a se confirmar.
Dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) indicam que o Brasil incorporou 543 MW à matriz elétrica no primeiro mês do ano, sendo 509 MW provenientes de novas usinas solares fotovoltaicas — o equivalente a mais de 93% da expansão registrada no período.
Solar inicia 2026 com 93% da expansão da matriz elétrica em janeiro
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