A crescente adoção de microinversores em sistemas fotovoltaicos tem ampliado a demanda por soluções voltadas à proteção elétrica no lado de CA (Corrente Alternada), especialmente em projetos que concentram vários equipamentos interligados a um mesmo circuito.
Assim, o mercado passou a desenvolver produtos mais específicos para mitigar os riscos associados a surtos elétricos e sobretensões transitórias.
Douglas Lara, coordenador de Engenharia de Aplicações da Clamper, alerta: “Quando vários microinversores estão conectados em um mesmo circuito CA, um único evento de surto pode se propagar e atingir simultaneamente diversos equipamentos”.
De acordo com as normas técnicas brasileiras, como a ABNT NBR 5419 e a série ABNT NBR IEC 61643, a implementação de DPS (Dispositivos de Proteção contra Surtos) é considerada parte essencial de qualquer projeto elétrico, independentemente da topologia do sistema fotovoltaico.
Conforme explica Lara, essa proteção deve ser especialmente direcionada ao lado de corrente alternada, onde os microinversores estão conectados à rede elétrica.
Com foco na proteção do lado CA, entre as soluções disponíveis no mercado, a linha Clamper Front Box foi desenvolvida em sistemas fotovoltaicos com microinversores.
O produto possui seção de cabos de 4 mm² para entrada e saída, corrente máxima de 25 A e condutor de aterramento de 6 mm², características alinhadas às exigências técnicas desses sistemas.
No que se refere à proteção contra surtos, o dispositivo enquadra-se na classe II, com tecnologia baseada em varistor de óxido metálico, atuando nos modos L-L, L-N, L-PE e N-PE em sistemas TN, e L-L e L-N em sistemas IT e TT.
O nível de proteção (Up) é de 1,2 kV, com tempo de resposta inferior a 25 nanossegundos, parâmetros associados à rápida atuação frente a eventos transitórios.
A relevância desse tipo de solução ganha ainda mais peso no contexto brasileiro. O Brasil está entre os países com maior incidência de descargas atmosféricas no mundo, registrando, em média, entre 70 e 80 milhões de raios por ano, segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Esse cenário torna os sistemas fotovoltaicos, que dependem de equipamentos eletrônicos sensíveis, especialmente vulneráveis, inclusive quando as descargas ocorrem de forma indireta.
Aprofunde seu conhecimento:
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