Conhecido pelo clima frio de montanha e por ser um dos destinos de inverno mais charmosos do país, Campos do Jordão (SP) abriga desde o ano passado uma iniciativa que alia tecnologia, sustentabilidade e educação ambiental.
Instalada em junho de 2025, no Parque Capivari, a Floresta Líquida é um projeto inédito no Brasil que combina energia solar e biotecnologia como solução urbana para melhorar a qualidade do ar em espaços públicos.
O projeto é composto por cinco árvores tecnológicas que reproduzem, em tempo real, o processo de fotossíntese. Cada unidade funciona como um fotobiorreator, equipado com sensores e sistemas de iluminação artificial, utilizando três tipos de microalgas e uma cianobactéria para absorver dióxido de carbono (CO₂) e liberar oxigênio.
As estruturas, que utilizam energia solar, são capazes de processar até 160 litros de ar por minuto e geram biomassa reaproveitável. Em conjunto, apresentam capacidade de captura de CO₂ equivalente à realizada por cerca de 200 árvores convencionais
A proposta da Floresta Líquida não é substituir florestas naturais, mas complementar a vegetação urbana, especialmente em locais onde o plantio de árvores é limitado.
Biomassa e economia circular
Além da purificação do ar, o sistema gera biomassa de microalgas, que pode ser reaproveitada como insumo para a produção de biocombustíveis, fertilizantes naturais e outros produtos sustentáveis.
Esse reaproveitamento amplia o impacto positivo do projeto e o conecta à lógica da economia circular, alinhada ao uso de fontes renováveis de energia.
A experiência de Campos do Jordão reforça o potencial da energia solar em aplicações urbanas inovadoras, indo além de telhados e usinas convencionais. Projetos como a Floresta Líquida mostram como a fonte pode ser integrada a soluções ambientais, turísticas e educacionais, ampliando seu papel na transição energética.
Reconhecimento internacional
Em novembro de 2025, o Parque Capivari conquistou reconhecimento internacional ao vencer a categoria Inovação do Prêmio Mauricio de Sousa 2025, justamente em função do projeto Floresta Líquida.
A premiação – que reconhece iniciativas que unem tecnologia, sustentabilidade e impacto social em espaços turísticos da América Latina – foi realizada no complexo Epic Universe, inaugurado pela Universal Studios, em Orlando, nos Estados Unidos.
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