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Sustentabilidade & ESG

Portaria do MMA mantém metas de logística reversa para módulos fotovoltaicos

Medida garante continuidade regulatória até conclusão de revisão normativa

Portaria do MMA mantém metas de logística reversa para módulos fotovoltaicos

Foto: Agência Brasil/Divulgação

O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) publicou no dia 2 de janeiro a Portaria nº 1.560, que mantém as metas previstas para 2025 no cronograma da Fase 2 do sistema de logística reversa de produtos eletroeletrônicos, estabelecido pelo Decreto nº 10.240/2020, para vigorar também ao longo de 2026 até a promulgação de um novo regulamento.

A medida tem como objetivo garantir continuidade regulatória, previsibilidade e segurança jurídica durante a revisão normativa que se estende até 2030.

Entre as centenas de produtos listados no Anexo II do decreto, constam painéis fotovoltaicos, string boxes e conversores de corrente contínua, equipamentos presentes no mercado de geração distribuída e centralizada de energia solar.

A inclusão desses itens no cronograma reforça a responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes em estruturar, implementar e financiar a logística reversa destes produtos, da coleta à destinação final adequada.

Desafios

A atual estrutura de logística reversa de produtos eletroeletrônicos foi regulamentada pelo Decreto nº 10.240/2020, que implementa dispositivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) para equipamentos de uso doméstico e seus componentes. O principal número alvo abrange 400 municípios, incluindo as capitais.

O documento organiza a implementação em fases, prevendo a criação de mecanismos operacionais, pontos de coleta, entidades gestoras, comunicação e educação ambiental, além de metas anuais de recolhimento e destinação.

Apesar de o decreto incluir equipamentos como módulos fotovoltaicos e conversores, o Brasil ainda busca aprimorar a política aplicada a esses produtos, sobretudo diante do crescimento acelerado da geração solar no país.

Especialistas e atores do setor apontam que ainda há desafios significativos na prática da logística reversa de módulos fotovoltaicos, sobretudo os de maior porte oriundos de usinas e sistemas comerciais, que ainda não contam com estrutura normativa e de mercado totalmente consolidada para sua reciclagem e reaproveitamento.

Transição energética exige novo olhar sobre o fim da vida útil dos módulos solares

Esses equipamentos apresentam complexidade técnica para reciclagem por conterem materiais como silício, vidro, alumínio e metais nobres, exigindo tecnologias específicas de processamento para recuperação de materiais e destinação adequada.

Essa realidade tem impulsionado debates sobre a necessidade de um marco regulatório mais claro e eficiente, incluindo políticas que incentivem a criação de cadeias de reciclagem, financiamento de pontos de coleta e incentivos para reciclagem avançada, aproveitando o valor contido nos materiais recuperáveis.

Sustentabilidade

Com a prorrogação das metas de 2025 para 2026, o MMA busca evitar lacunas regulatórias que poderiam prejudicar a logística reversa de produtos eletroeletrônicos, A medida pretende dar segurança às empresas e agentes envolvidos, permitindo que os sistemas existentes continuem operando sem interrupções e com metas claras de desempenho.

O setor de energia solar acompanha com atenção o avanço dessa discussão normativa, ciente de que uma política robusta de logística reversa será essencial não apenas para reduzir impactos ambientais, mas também para consolidar a sustentabilidade da cadeia de geração solar no Brasil, garantindo que equipamentos que se aproximam do fim de sua vida útil sejam tratados de forma ambientalmente adequada e economicamente viável.

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Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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