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Solar ultrapassará eólica onshore na América Latina a partir de 2023

Relatório da Wood Mackenzie aponta que a fonte fotovoltaica lidera como tecnologia de menor custo até 2050

Autor: 24 de novembro de 2022dezembro 2nd, 2022Indicadores
4 minutos de leitura
Solar ultrapassará eólica onshore na América Latina a partir de 2023

Energia solar na América Latina segue em crescimento. Foto: Freepik

A energia fotovoltaica se tornará a tecnologia com custo mais competitivo na América Latina a partir de 2023, de acordo com o último relatório de pesquisa da Wood Mackenzie.

O Latin America levelized cost of electricity, que examina o cenário de geração em toda a região até 2050, destacou ainda que a solar substituirá a fonte eólica onshore até 2025.

A companhia prevê que a solar continuará sendo a de menor custo de eletricidade de todas as tecnologias da América Latina até 2050, com US$ 14 por MWh.

“A demanda de energia no continente deve quase dobrar até 2040 em comparação com os níveis de 2021 – uma taxa de crescimento maior do que a da América do Norte”, disse Leila Garcia, gerente de pesquisa – América Latina Power & Renewables da Wood Mackenzie.

“No entanto, apesar de a região já ser pioneira na geração de energia renovável, ainda restam dúvidas sobre como a América Latina contribuirá para o esforço global de transição energética”, ressaltou.

“Nossa análise de LCOE revela quais tecnologias serão competitivas até 2050, ajudando os clientes a entender como os países estão apoiando a descarbonização global”, completou a executiva.

LCOE mais baixo

Segundo o estudo, os fatores de capacidade excepcionalmente altos no México permitirão que seu mercado fotovoltaico atinja o LCOE mais baixo entre todos os países da perspectiva, seguido pelo Chile.

“As reduções de custos solares esperadas são significativas, com o investimento de capital médio caindo 55% de 2022 a 2050. Isso é liderado principalmente por melhorias tecnológicas, como módulos bifaciais se tornando a norma em toda a região no médio prazo”, relatou.

A eólica offshore será a mais competitiva do Brasil e da Colômbia, oferecendo os dois LCOEs mais baixos da região, com US$ 79,7/MWh e US$ 57,3/MWh, respectivamente, até 2035.

Os eletrolisadores no local eliminam a necessidade de aportes em transmissão, o que se traduz em um adicional de 13% na redução do LCOE da eólica offshore. No entanto, os custos desta tecnologia cairão 46% na região e não atingirão a paridade da rede com outras tecnologias renováveis.

“Para a energia eólica onshore, os atuais desafios da cadeia de suprimentos e a alta inflação causarão um aumento acentuado nos custos até 2024, seguido por uma lenta recuperação. O LCOE da eólica onshore na América Latina já está abaixo das Turbinas a Gás de Ciclo Combinado (CCGT), exceto na Argentina”, comentou Leila.

Depois de 2033, por exemplo, o estudo apontou que a energia eólica onshore permanece mais barata que o gás em todos os países da região até 2050.

Outros destaques

Outro ponto enfatizado pela Wood Mackenzie é que as aplicações fora da rede para produção de hidrogênio verde são atualmente o principal impulsionador de projetos offshore na América Latina , com os primeiros previstos para estar online já em 2032.

O armazenamento autônomo tem a maior taxa de redução de custos entre todas as tecnologias, com média de 64% nos países da região. “A rápida redução de custo do armazenamento de energia solar e independente resultará em níveis de LCOE extremamente atraentes para projetos híbridos na região, com US$ 21,4/MWh previstos até 2050”.

“Esperamos que a atratividade das fontes convencionais diminua com o tempo à medida que os mandatos ESG crescem. Com oportunidades limitadas de inovação, as perspectivas de reduções significativas de custos para usinas hidrelétricas e térmicas são nulas. O aumento das barreiras regulatórias e ambientais também tornará esses projetos menos financiáveis ​​e, portanto, mais caros”, concluiu.

Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020. Atualmente, é Analista de Comunicação Sênior do Canal Solar e possui experiência na cobertura de eventos internacionais.