O processo de ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia enfrenta um novo impasse no lado europeu e segue sem cronograma definido para aprovação, segundo informações confirmadas nesta terça-feira (27).
Apesar de o texto negociado entre os blocos já estar concluído, o Parlamento Europeu ainda não iniciou a votação final, enquanto governos de países-membros mantêm reservas formais relacionadas a compromissos ambientais, políticas agrícolas e mecanismos de cumprimento climático.
A discussão mais recente envolve a exigência de instrumentos jurídicos adicionais, voltados ao controle do desmatamento e à aplicação de normas ambientais nas cadeias produtivas do Mercosul.
Essas demandas têm sido defendidas por países como França, Áustria e Irlanda, que condicionam o avanço do acordo à apresentação de garantias complementares.
Na prática, a falta de consenso impede que o tratado seja encaminhado para ratificação simultânea nos parlamentos nacionais da União Europeia, etapa necessária para sua entrada em vigor.
Do lado sul-americano, autoridades do Mercosul reiteram que o acordo permanece como prioridade estratégica e seguem em articulação diplomática com lideranças europeias.
O Brasil tem defendido que o texto atual já incorpora compromissos ambientais e comerciais equilibrados entre as partes.
Enquanto o processo segue em análise na Europa, empresas exportadoras, investidores e setores produtivos permanecem sem previsibilidade regulatória, especialmente em áreas como energia, agronegócio, indústria e mineração.
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