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Início / Notícias / Latam / Parceria global projeta investimentos de R$ 500 bilhões em energia de resíduos no Brasil

Parceria global projeta investimentos de R$ 500 bilhões em energia de resíduos no Brasil

Aliança de Mercosul e União Europeia deve acelerar tecnologias para descarbonizar matriz energética nacional
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  • Foto de Antonio Carlos Sil Antonio Carlos Sil
  • 12 de março de 2026, às 14:00
3 min 6 seg de leitura
Outro eixo será dedicado às tendências e inovações apresentadas por fabricantes globais. O evento contará com representantes de sete empresas do setor: Sungrow, Growatt, LuxPower, Era Solar, Ronma Solar, Prticy e Reicon.
Foto: Canva

A possibilidade de atrair investimentos de até R$ 500 bilhões nas próximas décadas coloca o Brasil em uma posição estratégica na rota global da transição energética e da economia circular.

Esse montante, estimado pela ABREN (Associação Brasileira de Energia de Resíduos), está diretamente atrelado ao amadurecimento das relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, que deve facilitar o acesso a financiamentos e tecnologias essenciais para os setores de biogás, biometano e recuperação energética de resíduos (WtE).

A projeção foi o ponto central da participação da associação no lançamento da Frente Parlamentar Mista em apoio à Integração União Europeia–Mercosul, realizado nesta semana no Congresso Nacional, em Brasília.

O evento celebrou os novos passos para a implementação do tratado firmado originalmente em janeiro de 2025, que estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, abrangendo um mercado de 718 milhões de pessoas e um PIB conjunto de aproximadamente US$ 22 trilhões.

Tecnologia e intercâmbio comercial

De acordo com a ABREN, o principal motor desse crescimento será a redução drástica das barreiras comerciais entre os blocos.

Com o novo regime aduaneiro, a importação de equipamentos industriais de alta eficiência e de tecnologias europeias de ponta tornará a implementação de plantas de energia a partir de resíduos financeiramente mais viável em território brasileiro.

Além de modernizar a infraestrutura nacional, esse fluxo deve fortalecer cadeias produtivas locais, gerando empregos qualificados em engenharia, operação de plantas e serviços ambientais.

Yuri Schmitke, presidente executivo da ABREN, destacou que o Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para esse mercado e que o acordo permitirá “destravar investimentos” e posicionar o país como protagonista na descarbonização.

Para viabilizar esse cenário, a associação tem intensificado parcerias institucionais com câmaras de comércio da Itália, Alemanha, Suíça e Áustria.

Benefícios climáticos e economia circular

Para além do fôlego financeiro, a iniciativa possui um caráter decisivo para a agenda ambiental brasileira. O aproveitamento energético permite desviar volumes massivos de lixo que hoje sobrecarregam aterros sanitários e lixões.

Ao transformar esse resíduo em eletricidade ou combustíveis renováveis, o país ataca diretamente as emissões de metano — um gás de efeito estufa cujo potencial poluidor é até 86 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO₂) em um intervalo de vinte anos.

A valorização dos resíduos também integra a lógica da economia circular ao transformar o que seria descartado em novos produtos industriais e energia. Segundo a ABREN, o desenvolvimento desse mercado é fundamental para reduzir significativamente os impactos ambientais da gestão de resíduos sólidos nas cidades brasileiras.

Descarbonização de frotas pesadas

Outro benefício relevante está na substituição de combustíveis fósseis no setor de transportes. O biometano produzido a partir de resíduos surge como a alternativa ideal para o diesel e o gás natural em caminhões e ônibus.

Essa troca não apenas contribui para a redução de emissões em frotas pesadas e indústrias, mas também aumenta a segurança energética do país ao diversificar as fontes de combustível renovável.

O cenário atual é visto como estratégico para acelerar a modernização da gestão de resíduos no Brasil. Com o suporte do acordo internacional, a expectativa é que o país consiga converter seu enorme potencial de biomassa e resíduos urbanos em um vetor de desenvolvimento industrial e atração de capital estrangeiro.

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Foto de Antonio Carlos Sil
Antonio Carlos Sil
Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.
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Uma resposta

  1. João bosco da silva rocha disse:
    17 de março de 2026 às 05:44

    Bom dia. Sou de Maringá. Já tentaram fazer energia com lixo urbano e o prefeito foi atacado, falando que a cidade viraria uma grande chamine de lixo. Gostaria de mais informaçoes sobre a possibilidade de fazermos um estudo para a implantação aqui em Maringá (Produção de 9.500 tonelada mes de lixo

    Responder

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