Artigo publicado na Revista Canal Solar – Vol. 6, Nº 7, Dezembro/2025
Este artigo tem como objetivo chamar a atenção para um mercado que nasceu no Brasil e que vem transformando silenciosamente a forma como produzimos e consumimos energia.
A eletricidade é, sem exagero, o sangue que corre nas veias da sociedade contemporânea. Sem ela, não há hospitais funcionando, não há escolas iluminadas, não há indústrias produzindo, não há internet conectando pessoas.
A energia elétrica é tão essencial que sua ausência, mesmo por poucas horas, gera caos: semáforos desligados, alimentos estragando em geladeiras, sistemas de comunicação fora do ar.
É nesse contexto que surge a GD (geração distribuída), um modelo que descentraliza a produção de energia e fortalece a resiliência do setor elétrico frente a eventos climáticos extremos — cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas globais.
O nascimento tímido da geração distribuída no Brasil
A história da GD no Brasil começa em 2012, quando a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou a Resolução Normativa nº 482. Pela primeira vez, consumidores puderam instalar pequenos sistemas de geração de energia — principalmente solar fotovoltaica — e compensar o excedente injetado na rede.
No início, o mercado era tímido. Poucos acreditavam que painéis solares em telhados poderiam se tornar protagonistas de uma revolução energética.
Mas em 2015, uma nova resolução ampliou as possibilidades: passou a ser permitido gerar energia não apenas no local de consumo, mas também de forma remota, por meio de cooperativas e consórcios. Esse detalhe foi crucial para atrair investidores e despertar o interesse de milhares de brasileiros.
Evolução tecnológica: dos primeiros painéis aos inversores modernos
Os primeiros sistemas eram caros e pouco eficientes. Os painéis solares tinham baixa capacidade de conversão e os inversores — equipamentos que transformam a corrente contínua gerada pelos painéis em corrente alternada, compatível com a rede elétrica — eram limitados.
Um inversor é, em termos simples, o coração do sistema fotovoltaico. Sem ele, a energia produzida pelos painéis não poderia ser utilizada em nossas casas ou enviada à rede.
Com o avanço tecnológico, os inversores se tornaram mais compactos, inteligentes e potentes, capazes de monitorar em tempo real a produção e o consumo, além de garantir maior segurança.
Hoje, os sistemas são muito mais eficientes: painéis com maior capacidade de geração, inversores com conectividade digital e soluções integradas que permitem até o armazenamento em baterias.
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Respostas de 3
Não vejo no mercado as empresas agregando valor. Fiz dezenas de orçamentos, para vários imóveis e nenhum ofereceu plano de limpeza, manutenção periódica, apenas uma empresa faz monitoramento remoto por 12 meses e raras são as que oferecem 2 ou mais anos de garantia. Poderiam oferecer fogões de indução ou desconto em aparelhos de ar condicionado. Falta criatividade.
GD1 destruída pelos lobbys
claro que os grandes não iriam deixar passar esses bilhões de reais MENSAIS que circulam nesse BrasilZão a fora….
Não existe nada parecido que esse negócio, principalmente para o pequeno e médio consumidor
veja que na GD1 (exterminaram) uma simples fatura de 500 kwh mês ao longo de 30 anos o consumidor iria desembolsar mais de 800.000,00 jogados fora em fatura caso sem UFV
Já instalando fotovoltaica essa fatura passaria pra menos de 100,00 no bifasico podendo pagar a instalação com o próprio dinheiro que iria fora na fatura: 48×400,00, sem mexer no bolso
imagine então um mercado, panificadora etc. etc…, fatura de 10.000,00 com a UFV Passaram a pagar menos de 500,00 em alguns casos
o que faltou então para 30% da população instalar ? incentivo $$$$$, propaganda foi enganosa além de ter faltado a divulgação correta dessa economia a custo zero (valor da própria fatura)