Este artigo tem como objetivo chamar a atenção para um mercado que nasceu no Brasil e que vem transformando silenciosamente a forma como produzimos e consumimos energia.
A eletricidade é, sem exagero, o sangue que corre nas veias da sociedade contemporânea. Sem ela, não há hospitais funcionando, não há escolas iluminadas, não há indústrias produzindo, não há internet conectando pessoas.
A energia elétrica é tão essencial que sua ausência, mesmo por poucas horas, gera caos: semáforos desligados, alimentos estragando em geladeiras, sistemas de comunicação fora do ar.
É nesse contexto que surge a GD (geração distribuída), um modelo que descentraliza a produção de energia e fortalece a resiliência do setor elétrico frente a eventos climáticos extremos — cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas globais.
O nascimento tímido da geração distribuída no Brasil
A história da GD no Brasil começa em 2012, quando a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou a Resolução Normativa nº 482. Pela primeira vez, consumidores puderam instalar pequenos sistemas de geração de energia — principalmente solar fotovoltaica — e compensar o excedente injetado na rede.
No início, o mercado era tímido. Poucos acreditavam que painéis solares em telhados poderiam se tornar protagonistas de uma revolução energética.
Mas em 2015, uma nova resolução ampliou as possibilidades: passou a ser permitido gerar energia não apenas no local de consumo, mas também de forma remota, por meio de cooperativas e consórcios. Esse detalhe foi crucial para atrair investidores e despertar o interesse de milhares de brasileiros.
Evolução tecnológica: dos primeiros painéis aos inversores modernos
Os primeiros sistemas eram caros e pouco eficientes. Os painéis solares tinham baixa capacidade de conversão e os inversores — equipamentos que transformam a corrente contínua gerada pelos painéis em corrente alternada, compatível com a rede elétrica — eram limitados.
Um inversor é, em termos simples, o coração do sistema fotovoltaico. Sem ele, a energia produzida pelos painéis não poderia ser utilizada em nossas casas ou enviada à rede.
Com o avanço tecnológico, os inversores se tornaram mais compactos, inteligentes e potentes, capazes de monitorar em tempo real a produção e o consumo, além de garantir maior segurança.
Hoje, os sistemas são muito mais eficientes: painéis com maior capacidade de geração, inversores com conectividade digital e soluções integradas que permitem até o armazenamento em baterias.
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