A geração de energia por usinas termelétricas voltou a crescer no Brasil em 2025. Mesmo com o avanço dessa fonte, os indicadores mostram que a matriz elétrica nacional continua amplamente baseada em fontes renováveis e mantém baixos níveis de emissões de carbono quando comparada a grandes economias mundiais.
Os dados fazem parte do BEN (Balanço Energético Nacional) 2026 – ano base 2025 -, divulgado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) na semana passada.
Segundo o levantamento, a geração termelétrica alcançou quase 180 TWh em 2025, volume 12,3% superior ao registrado em 2024. O crescimento foi acompanhado pelo aumento do consumo de gás natural destinado à geração de eletricidade, que avançou 22,7% na comparação anual. Em 2024, a geração termelétrica somou 151,2 TWh, aumento de 11,4% em relação a 2023.
O resultado ocorre em um momento de expansão da demanda por energia e de necessidade de maior flexibilidade operativa do sistema elétrico, cenário em que as usinas termelétricas desempenham papel importante para complementar a geração das fontes renováveis.
Ao mesmo tempo, as fontes renováveis seguiram ampliando sua participação na matriz. A geração solar foi um dos principais destaques do ano. Considerando tanto a geração centralizada quanto a distribuída, a fonte produziu 88,1 TWh, crescimento de 24% em relação a 2024.
A capacidade instalada de energia solar atingiu 64.793 MW ao final de 2025, uma expansão de 33,7% na comparação com o ano anterior.
A fonte eólica também manteve trajetória de crescimento. A geração alcançou 116,5 TWh, alta de 8,2%, enquanto a potência instalada chegou a 34.707 MW, aumento de 17,5%.
Com a expansão das fontes renováveis, a participação dessas tecnologias na oferta interna de energia elétrica permaneceu elevada, atingindo 86,8% em 2025.
Baixas emissões
Apesar do aumento da geração termelétrica, os indicadores de emissões do setor elétrico brasileiro continuam entre os mais baixos do mundo. De acordo com o BEN 2026, foram emitidos 64,8 kg de CO₂ equivalente para cada MWh produzido em 2025.
O índice reflete a forte presença de hidrelétricas, parques eólicos, usinas solares e outras fontes renováveis na matriz elétrica nacional.
Segundo a EPE, para produzir a mesma quantidade de energia, o setor elétrico brasileiro emite cerca de 23% do volume registrado pelos países da União Europeia, 16% do observado nos Estados Unidos e apenas 8% das emissões verificadas no sistema elétrico da China.
Os números reforçam a posição do Brasil entre os países com a matriz elétrica mais renovável do mundo, mesmo em um cenário de crescimento da geração termelétrica para garantir segurança e confiabilidade ao atendimento da demanda.
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