O Coinfra/CNI (Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria) manifestou preocupação nesta terça-feira (17) com a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além do fechamento do Estreito de Ormuz – rota estratégica para o comércio global de energia.
Em nota técnica enviada à base industrial, a entidade afirma que a guerra no Oriente Médio deve gerar impactos relevantes nas cadeias produtivas, especialmente nos mercados de petróleo, gás natural e transporte, com reflexos diretos na economia brasileira.
De acordo com o Coinfra/CNI, o preço do gás natural no Brasil já figura entre os mais elevados do mundo, o que compromete a competitividade da indústria. Com as restrições adicionais provocadas pelo conflito, a tendência é de agravamento desse cenário.
A entidade destaca ainda que diversos contratos trimestrais de gás natural podem sofrer reajustes a partir de 1º de maio de 2026. Caso a guerra persista até lá, a expectativa é de intensificação da pressão de custos sobre a indústria e a economia como um todo, já que o petróleo influencia diversas cadeias produtivas.
“É hora de discutirmos medidas para minimizar a eventual alta desses insumos, a fim de proteger os consumidores e a economia brasileira, garantindo a manutenção da competitividade da indústria”, afirmou o presidente do Coinfra/CNI, Alex Dias Carvalho.
Termelétricas mais caras e LRCAP prejudicado
No setor energético, um dos principais temores apontados pela entidade está no aumento do custo de geração das usinas termelétricas a gás. “Cerca de 178 usinas termelétricas a gás natural podem ter aumento de custos com o conflito no Oriente Médio”, destaca o Coinfra/CNI.
Atualmente, as termelétricas somam 19 GW de potência instalada, o equivalente a 9% da matriz elétrica nacional. Neste cenário, pode ocorrer pressão nos custos de geração de energia elétrica no país e, consequentemente, impactar as tarifas pagas pelos consumidores, especialmente em períodos de maior acionamento das térmicas.
O Coinfra/CNI também alerta para possíveis impactos em contratos futuros do setor elétrico, especialmente no LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade). Segundo a entidade, a volatilidade no mercado de GNL (gás natural liquefeito) aumenta a percepção de risco para projetos que dependem do combustível e buscam viabilidade no certame.
Guerra e alta do petróleo impulsiona investimentos globais em energia solar
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