Entre o final de 2024 e o início de 2025, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) realizou uma série de fiscalizações inéditas no país voltadas ao combate da presença de módulos fake power no setor de energia solar.
A operação foi motivada por denúncias registradas na ouvidoria da entidade e abrangeu diversos estados, como Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás. O objetivo foi avaliar a qualidade e a conformidade dos produtos disponíveis no mercado.
O tema foi amplamente divulgado e acompanhado de perto pelo Canal Solar, que publicou diversas reportagens sobre as operações conduzidas pela autarquia.
Durante as ações, o instituto coletou módulos fotovoltaicos de diferentes marcas e encaminhou as amostras para ensaios laboratoriais. Nas inspeções, foram identificados equipamentos que apresentaram potência significativamente inferior à declarada pelos fabricantes.
Após os primeiros resultados, o Inmetro passou a intensificar as fiscalizações em equipamentos relacionados ao setor de energia solar. No entanto, o tema perdeu força após o primeiro trimestre do ano passado e poucas informações oficiais sobre o andamento da operação foram divulgadas pela autarquia.
Nesta semana, quase um ano depois das primeiras ações, o Canal Solar entrou em contato com o Inmetro para entender em que estágio se encontram as investigações. Em resposta à solicitação, a entidade confirmou que as atividades de fiscalização serão intensificadas ao longo de 2026.
Segundo o Inmetro, a Diretoria de Avaliação da Conformidade, por meio da Divisão de Fiscalização e de seu Núcleo de Segurança de Produtos, está avançando na implementação de procedimentos aprimorados para o ensaio de módulos fotovoltaicos.
De acordo com a autarquia, houve aperfeiçoamento metodológico e ampliação da equipe técnica, o que possibilitará a retomada dos ensaios em 2026, juntamente com o avanço da infraestrutura laboratorial e das operações de rotina. “Já há operação prevista no calendário anual”, afirma o Inmetro.
Em 2025, as coletas realizadas envolveram mais de 20 marcas, cujas amostras permanecem sob a guarda do Núcleo de Segurança de Produtos, aguardando a execução dos ensaios.
“Os processos referentes às marcas já ensaiadas seguem em tramitação e permanecem sob sigilo, uma vez que ainda não houve trânsito em julgado, não sendo possível, neste momento, a divulgação de informações”, informa a autarquia.
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