A rápida expansão da IA (inteligência artificial) tem forçado a infraestrutura digital global a se reinventar, impulsionando uma nova onda de investimentos em data centers e elevando significativamente a demanda por energia.
Um estudo da PwC, intitulado “Data centers na convergência entre disrupção tecnológica e resiliência”, estima que os avanços relacionados à tecnologia podem atrair cerca de US$ 1 trilhão em investimentos até 2027.
Segundo o levantamento, é nesse cenário que o Brasil se posiciona como um potencial polo global de inteligência artificial. O estudo aponta que o país vive uma transformação estrutural, deixando de atuar apenas como um agente regional para ocupar uma posição de destaque no cenário internacional.
Entre os fatores que sustentam esse avanço estão a capacidade de geração de energia renovável em larga escala, os incentivos fiscais e uma infraestrutura de conectividade capaz de suportar cargas intensivas de processamento. O estudo também destaca pilares que fortalecem a posição do Brasil, como a sobreoferta de energia eólica e solar.
Em casos de curtailment (excedente de geração renovável), esse cenário permite que desenvolvedores e grandes empresas de tecnologia firmem contratos de compra de energia (PPAs) altamente competitivos, reduzindo custos operacionais.
Além disso, a Medida Provisória 1.318/2025, que institui o programa REDATA, é apontada como decisiva ao conferir prioridade nacional à infraestrutura digital. A iniciativa reduz a carga tributária sobre equipamentos e obras civis, diminuindo os custos de capital (CAPEX).
Cenário internacional também favorece o Brasil
Enquanto o Brasil avança, o estudo aponta que mercados tradicionais, como América do Norte e Europa, enfrentam limitações relacionadas à disponibilidade de energia e de áreas para expansão.
Além disso, o cenário internacional tem sido impactado por tensões geopolíticas, como restrições e tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre chips de IA, evidenciando fragilidades nas cadeias globais de suprimentos.
Para aproveitar essa janela de oportunidade, o estudo recomenda que empresas brasileiras adotem estratégias integradas.
Entre as principais ações estão: a oferta de soluções que integrem contratos de energia renovável, infraestrutura e conectividade, e a busca por certificações internacionais (como a ISO 50001) para atender às exigências das grandes empresas de tecnologia.
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