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Tecnologia & Inovação

Solução para usinas flutuantes incorpora “minifábrica” e produção de 1 MWp por semana

Modelo com fabricação no local da ARaymond elimina transporte de grandes estruturas e mira expansão em reservatórios de hidrelétricas

Estrutura em alumínio e catamarã patenteado Do ponto de vista técnico, a solução substitui os flutuadores plásticos convencionais por uma estrutura em alumínio naval, material que oferece maior resistência mecânica, durabilidade e estabilidade ao longo do tempo, além de ser não inflamável, resistente à radiação UV e 100% reciclável. O sistema adota flutuadores em formato de catamarã com tecnologia patenteada, contribuindo para maior estabilidade da planta e melhor distribuição de carga na lâmina d’água. O desenho estrutural também amplia a modularidade, permitindo adaptação a diferentes configurações de projeto. Outro diferencial está na inclinação dos módulos. Enquanto o padrão de mercado para sistemas flutuantes varia entre 8° e 10°, a solução permite instalação com até 15°, aumentando a captação de irradiância e, consequentemente, a geração de energia. A solução utiliza menor quantidade de material em comparação aos sistemas tradicionais de plástico, mantendo desempenho estrutural e operacional. Segundo as empresas, o custo se mantém compatível com tecnologias disponíveis no mercado, com ganhos adicionais em eficiência, logística e operação. Operação e manutenção simplificadas No campo operacional, a estrutura foi projetada para facilitar as atividades de operação e manutenção. O acesso aos módulos pode ser feito por ambos os lados, reduzindo o tempo de intervenção e minimizando impactos na geração. O sistema incorpora uma passarela técnica com eletrocalhas embutidas, responsável pela organização dos cabos e integração dos equipamentos elétricos. Esse layout permite a instalação dos inversores próximos às strings e garante acesso direto aos conectores dos módulos. Outro ponto é o uso de embarcações leves para manutenção, facilitando o deslocamento dentro da usina e reduzindo custos operacionais ao longo do tempo. Aplicações e desempenho internacional A solução foi desenvolvida para atender demandas tanto do setor elétrico quanto do agronegócio, incluindo aplicações como geração para sistemas de irrigação e aproveitamento de áreas hídricas ociosas. Projetos internacionais já validaram o desempenho da tecnologia. Em usinas implantadas em países europeus, foram registrados incrementos de 5% a 7% na geração energética, acompanhados por redução dos custos de operação e manutenção. Solução para usinas flutuantes incorpora “minifábrica” e produção de 1 MWp por semana

Foto: ARaymond/Divulgação

A ARaymond, em parceria com o Grupo Ener, anunciou o lançamento de uma solução de estruturas para usinas fotovoltaicas flutuantes no Brasil, com capacidade produtiva de até 1 MWp por semana. Um dos principais diferenciais da proposta é o modelo de produção baseado em uma minifábrica móvel, instalada diretamente no local do projeto.

A estrutura utiliza dois contêineres posicionados às margens do reservatório, onde são realizadas etapas como fabricação dos flutuadores, fixação dos perfis estruturais e montagem inicial dos módulos. Após essa etapa, os conjuntos são lançados na água, formando a base da usina.

Esse modelo, segundo as empresas, elimina a necessidade de transporte de grandes volumes, um dos principais fatores de aumento de custos em projetos flutuantes, e também reduz o impacto logístico no CAPEX.

A tecnologia chega ao mercado com foco na expansão do uso de superfícies hídricas para geração de energia solar, especialmente em reservatórios de usinas hidrelétricas voltados ao agronegócio.

A proposta está inserida em um ambiente regulatório já consolidado no país: a Resolução Normativa nº 1.000/2021, da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estabelece as regras para o serviço de distribuição de energia elétrica, incluindo critérios de conexão, compensação e uso da rede no âmbito da GD (geração distribuída).

Solução para usinas flutuantes incorpora “minifábrica” e produção de 1 MWp por semana
Foto: ARaymond/Divulgação

Estrutura em alumínio e catamarã patenteado

Do ponto de vista técnico, a solução substitui os flutuadores plásticos convencionais por uma estrutura em alumínio naval, material que oferece maior resistência mecânica, durabilidade e estabilidade ao longo do tempo, além de ser não inflamável, resistente à radiação UV e 100% reciclável.

O sistema adota flutuadores em formato de catamarã com tecnologia patenteada, contribuindo para maior estabilidade da planta e melhor distribuição de carga na lâmina d’água. O desenho estrutural também amplia a modularidade, permitindo adaptação a diferentes configurações de projeto.

Outro diferencial está na inclinação dos módulos. Enquanto o padrão de mercado para sistemas flutuantes varia entre 8° e 10°, a solução permite instalação com até 15°, aumentando a captação de irradiância e, consequentemente, a geração de energia.

A solução utiliza menor quantidade de material em comparação aos sistemas tradicionais de plástico, mantendo desempenho estrutural e operacional. Segundo as empresas, o custo se mantém compatível com tecnologias disponíveis no mercado, com ganhos adicionais em eficiência, logística e operação.

Operação e manutenção simplificadas

No campo operacional, a estrutura foi projetada para facilitar as atividades de operação e manutenção. O acesso aos módulos pode ser feito por ambos os lados, reduzindo o tempo de intervenção e minimizando impactos na geração.

O sistema incorpora uma passarela técnica com eletrocalhas embutidas, responsável pela organização dos cabos e integração dos equipamentos elétricos. Esse layout permite a instalação dos inversores próximos às strings e garante acesso direto aos conectores dos módulos.

Outro ponto é o uso de embarcações leves para manutenção, facilitando o deslocamento dentro da usina e reduzindo custos operacionais ao longo do tempo.

Aplicações e desempenho internacional

A solução foi desenvolvida para atender demandas tanto do setor elétrico quanto do agronegócio, incluindo aplicações como geração para sistemas de irrigação e aproveitamento de áreas hídricas ociosas.

Projetos internacionais já validaram o desempenho da tecnologia. Em usinas implantadas em países europeus, foram registrados incrementos de 5% a 7% na geração energética, acompanhados por redução dos custos de operação e manutenção.

Assista ao vídeo completo e confira os detalhes:

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Caique Amorim
Sobre o autor
Caique Amorim

Estudante de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tenho experiência na produção de matérias jornalísticas.

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