Em meio a um cenário de maior atenção aos custos, à imprevisibilidade logística e às mudanças no ambiente regulatório do setor elétrico, a produção nacional de equipamentos fotovoltaicos tem ganhado espaço nas estratégias de fabricantes que atuam no Brasil.
Um dos exemplos é a Livoltek, que mantém uma fábrica de inversores em operação na Zona Franca de Manaus (AM), polo que concentra incentivos fiscais e infraestrutura voltada à indústria eletroeletrônica.
Segundo a empresa, a produção local reduz a dependência de importações, diminui a exposição às variações cambiais e contribui para maior previsibilidade no fornecimento de equipamentos ao mercado brasileiro.
Ao Canal Solar, a companhia explica que a fabricação nacional de inversores tende a gerar efeitos diretos sobre a cadeia fotovoltaica, especialmente em um momento em que o setor acompanha discussões sobre tarifas de importação, logística internacional e custos operacionais.
Nesse sentido, a proximidade entre produção e mercado consumidor pode resultar em prazos de entrega mais curtos, maior disponibilidade de produtos e suporte técnico localizado.
No caso da Livoltek, a empresa afirma que a operação industrial em Manaus também permite alinhar o desenvolvimento de produtos às características do mercado brasileiro, além de facilitar o atendimento técnico e o pós-venda.
Do preço ao custo total do sistema
A presença de fabricantes com produção local também reforça uma mudança de abordagem nas decisões de compra no setor solar. Além do preço inicial do equipamento, integradores e distribuidores têm considerado fatores como logística, prazos, suporte técnico, continuidade da marca e custos ao longo do ciclo de vida do sistema.
Nesse contexto, a produção nacional passa a ser vista como um elemento de mitigação de riscos, nos quais atrasos ou falhas no fornecimento podem impactar diretamente a viabilidade econômica.
Com a ampliação da capacidade produtiva em Manaus, a Livoltek avalia estar preparada para atender à demanda do mercado brasileiro nos próximos anos, em um ambiente que tende a exigir maior planejamento e previsibilidade por parte dos agentes do setor.
“Os incentivos fiscais e tributários oferecidos pela Zona Franca de Manaus, somados aos constantes investimentos em P&D, maquinário de ponta e processos de otimização fabril, nos permitem fabricar equipamentos de alta qualidade e confiabilidade, mantendo preços competitivos. Além disso, contribuímos de forma significativa para o avanço da indústria do setor de energias renováveis no Brasil. Essa estrutura robusta possibilita superar obstáculos logísticos, garantindo agilidade e previsibilidade na produção, fornecimento e assistência técnica dos equipamentos fabricados em Manaus”, ressaltou Leonardo Dib, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Livoltek.
Segundo ele, mais do que responder às mudanças no cenário tributário, a empresa tem como compromisso fortalecer a indústria nacional. “Investir no Brasil é investir no futuro e a Livoltek está preparada para seguir crescendo junto aos seus parceiros”, reforçou o executivo.
Habilitação do Finame sustenta expansão nacional da Livoltek e fortalece apoio ao integrador
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