A Microsoft informou nesta quarta-feira (18) que compensou, em 2025, 100% de seu consumo anual global de eletricidade com energia renovável e que continuará adquirindo energia limpa suficiente para atender integralmente à sua demanda.
A companhia, que vem ampliando investimentos em IA (Inteligência Artificial), atingiu essa meta pela primeira vez após contratar cerca de 40 GW de capacidade renovável, principalmente por meio de PPAs (contratos de compra de energia).
Segundo a empresa, os PPAs responderam por mais de 90% das aquisições de energia renovável, enquanto acordos baseados no mix da rede elétrica representaram os 10% restantes.
A Microsoft destacou ainda que a meta de 2025 não incluiu a compra de créditos de energia renovável provenientes de projetos já operacionais, priorizando contratos diretos de fornecimento.
De acordo com a companhia, aproximadamente metade dessa capacidade (cerca de 19 GW) já está conectada à rede elétrica, enquanto o restante deverá entrar em operação ao longo dos próximos cinco anos, abrangendo projetos em 26 países.
Além disso, a empresa confirmou a intenção de investir US$ 50 bilhões até 2030 para expandir a infraestrutura de IA em países do chamado “Sul Global” – um termo utilizado para se referir, de forma geral, a nações em desenvolvimento ou emergentes, principalmente na América Latina, África e Ásia.
Meta da Microsoft é se tornar carbono negativa até 2030
A iniciativa da Microsoft de investir em renováveis está alinhada a uma estratégia climática mais ampla da companhia, que prevê tornar-se carbono negativa até 2030. Ou seja, a empresa quer remover da atmosfera mais gases de efeito estufa do que emite.
O compromisso, anunciado originalmente em 2020, também inclui a meta de eliminar até 2050 todo o carbono emitido direta e indiretamente pela empresa desde sua fundação, em 1975.
Para atingir esses objetivos, a Microsoft combina a expansão do uso de energia renovável com investimentos em eficiência energética, eletrificação de operações, tecnologias de remoção de carbono e iniciativas voltadas à redução das emissões em sua cadeia de suprimentos.
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