Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi apontado pelas autoridades como líder do CJNG (Cartel de Jalisco Nueva Generación), um dos grupos criminosos mais poderosos do México. Segundo informações divulgadas por autoridades mexicanas e registros públicos recentes, ele morreu em fevereiro de 2026 durante uma operação militar no estado de Jalisco.
Após o episódio, forças de segurança reforçaram o monitoramento em regiões estratégicas diante do risco de disputas internas e confrontos por rotas ilegais. Investigações conduzidas ao longo dos últimos anos indicam que, sob sua liderança, o cartel transformou o roubo de combustíveis em uma das principais fontes de receita fora do narcotráfico.
Perfuração de dutos e impacto fiscal
Relatórios oficiais apontam que o grupo atuava na perfuração clandestina de oleodutos da estatal PEMEX (Petróleos Mexicanos). O combustível extraído era distribuído no mercado ilegal, gerando prejuízos bilionários ao erário mexicano e afetando a cadeia formal de abastecimento.
Autoridades também identificaram esquemas de importação irregular de derivados dos Estados Unidos, declarados como produtos distintos para reduzir impostos, prática conhecida como “huachicol fiscal”. Parte da movimentação financeira teria sido integrada ao sistema formal por meio de empresas de fachada.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos classificou o roubo de combustíveis como uma das atividades ilícitas mais lucrativas do grupo fora do tráfico de drogas.
Logística e controle territorial
De acordo com investigações, a organização estruturou rede própria de transporte com caminhões-tanque e operadores regionais. O domínio dessas rotas ampliou sua influência em estados estratégicos, fortalecendo o controle territorial e a capacidade financeira.
Especialistas em segurança avaliam que a reconfiguração do comando após a morte do líder pode alterar o equilíbrio de poder em áreas onde há infraestrutura crítica de energia.
Pressão sobre projetos renováveis
Não há evidências de operação direta de usinas solares ou eólicas pelo grupo. No entanto, relatórios de segurança e cobertura da imprensa mexicana indicam registros de extorsão a empresas responsáveis por parques solares e eólicos em regiões sob influência criminosa.
Também foram documentados casos de roubo de equipamentos, como painéis fotovoltaicos e cabos de cobre. Analistas apontam que disputas territoriais podem elevar riscos operacionais e custos de segurança para projetos de geração limpa.
Autoridades seguem acompanhando possíveis desdobramentos no setor energético, considerado estratégico para a estabilidade econômica do país.
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