A PF (Polícia Federal) deflagrou, na última semana, a Operação Pleonexia II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na aplicação de golpes a partir de fraudes financeiras envolvendo investimentos em energia solar.
A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão e no bloqueio de bens e valores que somam R$ 244 milhões. As medidas foram executadas em endereços localizados em Natal (RN), São Paulo (SP) e São Leopoldo (RS).
Segundo a PF, a deflagração da primeira fase da operação possibilitou a identificação de novos integrantes da organização criminosa, especialmente pessoas responsáveis por operar e auxiliar na lavagem de dinheiro obtido com as fraudes.
As apurações indicam que o grupo utilizava estruturas empresariais, contratos simulados e negociações fictícias para ocultar o patrimônio ilícito e reinserir os valores no mercado formal. Parte dos recursos era direcionada à aquisição e revenda de bens de alto valor, com destaque para veículos de luxo, utilizados como instrumento de lavagem.
Advogado e empresário são presos
Na fase mais recente da operação, a Polícia Federal prendeu um advogado, em Natal (RN), e um empresário, em São Paulo (SP). Ambos são apontados como integrantes do núcleo responsável pela lavagem dos recursos obtidos com a fraude financeira.
De acordo com a PF, o advogado atuava na estruturação jurídica do esquema, enquanto o empresário estaria ligado à movimentação e ocultação do dinheiro, principalmente por meio de uma revenda de veículos de luxo em São Paulo, identificada como um dos principais canais de lavagem dos valores.
Além das prisões, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia e análise técnica.
Falsa promessa de investimentos: como funcionava o esquema?
As investigações identificaram uma empresa sediada em Natal (RN) que oferecia investimentos no setor de energia solar com a promessa de retorno fixo de 5% ao mês, rendimento considerado incompatível com a dinâmica real do mercado.
A proposta envolvia a venda de cotas de painéis solares, que supostamente seriam administrados pela empresa para gerar renda recorrente aos investidores. No entanto, segundo a Polícia Federal, a empresa não atuava de fato no setor de energia solar e não possuía autorização dos órgãos reguladores para operar nesse modelo de negócio.
Ainda conforme as apurações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 160 milhões em contas bancárias, e a estimativa é de que cerca de 6.300 pessoas tenham sido lesadas em todo o país.
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