A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ocorrida no último dia 4 de março de 2026, durante a “Operação Compliance Zero”, da Polícia Federal, colocou o empresário no centro de uma investigação que apura suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção.
No decorrer das investigações, uma negociação envolvendo um projeto de energia eólica no Rio Grande do Norte, avaliado em R$ 67,5 milhões, passou a ser analisada pelas autoridades.
O empreendimento, localizado na Fazenda São Pedro, entre Guamaré (RN) e Galinhos (RN), a cerca de 160 quilômetros de Natal (RN), prevê 240 MW de capacidade instalada, com possibilidade de expansão de mais 172 MW.
O complexo apresenta potencial para integração futura com geração solar e possui fator de capacidade estimado em 48,5%. Além disso, o empreendimento permanece sem obras iniciadas e sem avanço operacional.
O caso também ganhou força após as investigações apontarem que 90% do projeto eólico teria sido adquirido por meio da Super Empreendimentos e Participações, empresa citada em inquéritos da PGR (Procuradoria-Geral da República) como possível veículo para movimentação de ativos ligados ao Banco Master em um suposto esquema de desvio patrimonial.
Segundo apuração do UOL, com base em informações obtidas junto à PGR, o acordo para aquisição da participação foi firmado em 21 de fevereiro de 2024 e envolveu integrantes da família de Daniel Vorcaro, incluindo parentes do banqueiro ligados à condução da operação societária.
A empresa, no entanto, não aparece oficialmente como sócia do empreendimento nos registros da Junta Comercial nem da Receita Federal.
Pagamento envolveu imóvel de luxo
A transação também teria envolvido Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, e passou a ser analisada por autoridades devido a suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis manobras de ocultação patrimonial.
Parte do pagamento pelo empreendimento teria sido realizada por meio de um contrato de gaveta, sem registro oficial nos órgãos competentes, mesmo após quase dois anos da assinatura.
Como parte da negociação, teria sido transferido um apartamento de luxo avaliado em cerca de R$ 50 milhões, localizado na região da Faria Lima, em São Paulo (SP). Posteriormente, o ex-ministro teria revendido o imóvel por R$ 54 milhões ao Grupo Esfera, recebendo uma antecipação de R$ 24 milhões, segundo a investigação.
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