O outono começa oficialmente nesta sexta-feira (20), com previsão de chuvas abaixo da média histórica em grande parte das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo análise da Tempo OK, o cenário aumenta o risco de insuficiência hídrica, especialmente diante dos níveis mais baixos registrados nos reservatórios desde o verão.
Na região Sudeste, o Sistema Cantareira – um dos maiores complexos de abastecimento de água do país – apresenta atualmente cerca de 40% de armazenamento, ante 60% no mesmo período do ano passado.
Efeitos para o setor elétrico
Para o setor elétrico, a redução das chuvas acende um alerta. Durante o período úmido, as precipitações abaixo da média já contribuíram para a manutenção de preços elevados de energia, com o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) atingindo cerca de R$ 418/MWh em todas as regiões do país no fim de fevereiro.
A expectativa é que, com o início do período seco a partir de abril, os preços sigam pressionados, o que pode favorecer o acionamento de bandeiras tarifárias e impactar a conta de luz dos consumidores.
Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK, ressalta, no entanto, que as fontes renováveis devem apresentar bom desempenho a partir da segunda metade de abril, ainda que com variações regionais.
“Em maio, a irradiância tende a ficar um pouco acima da média nestas áreas, com o deslocamento das chuvas para o Sul; em junho, a irradiação tende a ficar próxima da média histórica, embora haja incertezas”, explica.
Outono é um período de transição
Maria destaca que o outono é, por natureza, uma estação de transição, o que aumenta a complexidade das previsões meteorológicas. A mudança do fenômeno La Niña para o El Niño também contribui para elevar as incertezas nos modelos de longo prazo.
“Estamos vivendo em um período de incertezas, por isso o monitoramento meteorológico das chuvas e das temperaturas é fundamental para reduzir riscos e minimizar impactos”, conclui.
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