A Raízen foi excluída do Ibovespa e de outros índices da B3, a Bolsa de Valores do Brasil, após protocolar um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.
A saída do principal indicador do mercado acionário ocorre em meio à deterioração financeira da companhia, que acumula queda superior a 67% no valor de suas ações nos últimos 12 meses.
Os papéis passaram a ser negociados abaixo de R$ 1,00 em diversos pregões recentes, caracterizando o status de penny stock, termo utilizado para ativos de baixíssimo valor nominal e alta volatilidade
Exclusão atinge índices da B3
Além do Ibovespa, a Raízen foi retirada de outras 15 carteiras da B3. O movimento reflete o impacto da crise sobre a liquidez e a representatividade das ações no mercado. Outras empresas, como o Grupo Pão de Açúcar, também foram excluídas de índices, embora em menor escala.
Segundo a B3, a exclusão das empresas seguem critérios técnicos previamente definidos, sem caráter discriminatório, considerando fatores como preço, liquidez e governança.
Rebaixamento de crédito amplia pressão
A crise financeira da Raízen também levou ao rebaixamento de instrumentos de dívida vinculados à companhia. A agência Fitch Ratings reduziu a classificação de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) atrelados à empresa para “Csf(bra)”, indicando aumento relevante no risco de crédito.
Os CRAs são lastreados em debêntures emitidas pela Raízen Energia, subsidiária responsável por grande parte da dívida operacional do grupo. Com isso, o desempenho financeiro da empresa impacta diretamente a capacidade de pagamento desses títulos.
Anteriormente, a própria Raízen já havia tido seu rating corporativo rebaixado para “C(bra)”, refletindo o cenário de fragilidade financeira.
BNDES busca alternativas de reestruturação
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) informou que está em diálogo com a empresa, seus acionistas e o mercado para buscar soluções que contribuam para a recuperação da companhia.
De acordo com o presidente do banco, Aloizio Mercadante, a instituição acompanha o caso devido à relevância da Raízen para o setor de biocombustíveis no Brasil.
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