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Redução da taxa de juros e fundo garantidor de crédito podem alavancar setor solar em meio à crise

Marangon disse ainda que, neste momento de pandemia, muitas empresas precisarão de linhas de crédito

Autor: 8 de maio de 2020outubro 4th, 2020Brasil
Redução da taxa de juros e fundo garantidor de crédito podem alavancar setor solar em meio à crise

Em meio à pandemia da Covid-19 o setor solar vem sofrendo com a escalada do dólar, que fez o valor do investimento aumentar substancialmente. Em abril, por exemplo, a moeda americana fechou com alta de 4,69%. No ano, acumula avanço de 35,51%.

No entanto, segundo Bernado Marangon, diretor da Exata Energia, uma redução nos juros de financiamentos e uma diminuição do custo de capital próprio, que acompanham naturalmente a redução da Selic, podem ajudar a diminuir esse impacto.

Para Marangon, o dinheiro abundante e a custo baixo nos bancos é uma oportunidade para os negócios de geração, pois é visto pelos bancos como uma atividade de menor risco e que não foi seriamente afetada pela crise.

“É importante salientar que a apresentação de garantia para o empréstimo ainda é uma questão necessária para aprovação do crédito e que muitas vezes é o principal empecilho para o investidor de pequeno porte”, ressalta o diretor.

Marangon disse ainda que, neste momento de pandemia, muitas empresas precisarão de linhas de crédito para manter o seu negócio funcionando. “Algumas medidas foram tomadas pelo governo com o objetivo de fazer o dinheiro chegar às empresas que precisam. Contudo, muitas têm alegado dificuldade na aprovação de crédito pelos bancos. A garantia para os financiamentos é fundamental, sendo necessária alguma medida para solucionar este problema”, concluiu.

Para tentar driblar essa situação, a equipe econômica de Paulo Guedes, Ministro da Economia, está finalizando uma proposta para oferecer garantia às operações de crédito a pequenas e médias empresas. O Fundo Garantidor do Investimento, gerido pelo BNDES, deve receber aporte do Tesouro Nacional, de até R$ 20 bilhões, que serão usados como lastro dos financiamentos.

A equipe de Guedes precisa definir se a medida vai propor um teto para a taxa de juros a ser cobrada nos financiamentos. A mudança tem caráter emergencial e deverá valer até setembro ou dezembro deste ano.

Bancos seguem aprovando financiamentos

Na contramão da crise, algumas empresas do mercado de energia solar estão com seus financiamentos aprovados, como o caso da Mega Solar Energy, especializada na revenda e instalação de usinas solares, localizada em Guaxupé-MG.

“Os financiamentos que tínhamos travado no banco, que não saiam, saíram mais rápido, contrariamente ao que acreditávamos. O fluxo menor de pessoas dentro das agências permitiu que os gerentes focassem mais nas contas que estavam para sair. Por isso, experimentamos um lado benéfico para os nossos projetos. Tive seis processos no banco que saíram durante a pandemia, inclusive processos de valor expressivo”, disse Geovani Magalhães, diretor da empresa.

Magalhães ressaltou ainda que o mercado de energia solar vai ser o motor da economia no Brasil, gerando emprego e renda, já que as pessoas terão uma válvula de escape para os custos. “Conseguimos então pelo menos uma garantia em meio à crise. Não sei até onde isso vai chegar, porém não deixamos de acreditar no setor”.

Capacitação profissional é essencial

“A empresa tem que estar sempre qualificada, porque se depender de um cliente só o risco é muito grande. Então, temos que nos capacitar e ter um funil de vendas muito bom para conseguir passar pelas novas crises que virão”, comentou Geovani Magalhães.

Para ter um bom planejamento comercial, o diretor da Mega Solar Energy comentou que os treinamentos são imprescindíveis. “Fizemos o curso de Mercado, Regulação e Modelos de Negócios em Energia Solar – ACR e ACL, oferecido pelo Canal Solar. Isso nos ajudou a atrair mais clientes para nossa empresa”, concluiu.

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Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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