Teve início às 10h desta quarta-feira o segundo Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP) de 2026, voltado à contratação de usinas termelétricas movidas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel. O Canal Solar acompanha a disputa em tempo real, com atualizações ao longo do dia.
Para os produtos com início de suprimento em 2026 e 2027, o preço-teto foi fixado em R$ 1,6 milhão por MW/ano, com contratos de três anos. Já para o produto de 2030, o valor chega a R$ 1,75 milhão por MW/ano, com prazo de suprimento de dez anos.
Os LRCAP têm como finalidade contratar disponibilidade de potência para reforçar a flexibilidade operativa e a segurança de suprimento do Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente no atendimento à ponta de carga, no início da noite.
Ao todo, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 38 projetos, somando 5.530 MW de capacidade, sendo 2.483 MW de usinas a óleo e 3.047 MW a biodiesel.
Como funciona a disputa
A definição dos vencedores combina critérios de preço e desempenho operacional. O principal indicador é o Preço de Disponibilidade de Potência, calculado a partir da receita anual ofertada pelo agente em relação à potência disponibilizada. A esse valor é adicionada uma parcela vinculada ao chamado “Fator A”, multiplicado pelo Custo Variável Unitário (CVU) da usina.
Na prática, o “Fator A” reflete a flexibilidade operativa das térmicas – considerando variáveis como tempo de partida, desligamento e limites operacionais. Quanto maior a flexibilidade, maior tende a ser a competitividade do empreendimento no certame.
A dinâmica da disputa é dividida em duas etapas. Na fase inicial, os empreendedores apresentam propostas com base na Receita Fixa Anual e na quantidade de potência ofertada, respeitando os limites de seus projetos. O sistema, então, calcula automaticamente o preço de disponibilidade de cada lance.
Encerrado o prazo, as ofertas são classificadas do menor para o maior preço, e avançam apenas aquelas suficientes para atender à demanda de cada produto. Nessa etapa, também são considerados os limites de escoamento do SIN nos pontos de conexão, o que pode restringir a classificação de determinados projetos.
Na sequência, o leilão entra na fase contínua, quando a competição se intensifica. O preço corrente parte do maior valor classificado na etapa anterior e passa a cair progressivamente a cada rodada.
Nesse momento, os agentes ajustam seus lances, indicando o volume de potência que estão dispostos a manter diante da redução de preços. Quando não há novas alterações dentro do tempo estabelecido, a disputa é encerrada, e as propostas são consolidadas entre contratadas e não contratadas.
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