O segundo LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência) de 2026 – o terceiro da história do Brasil – terminou com a contratação de 501,3 MW, distribuídos em seis projetos, após cerca de quatro horas de disputa.
Em comparação com o primeiro certame realizado na semana, o leilão apresentou perfil mais competitivo, porém com menor volume contratado. O preço médio ficou em R$ 831.251,52 por MW/ano, o que representa um deságio de 50,14% em relação aos preços-teto.
O resultado implica uma economia estimada de R$ 1,83 bilhão para os consumidores. Ainda assim, os empreendimentos contratados somam uma receita fixa anual de R$ 229,9 milhões, custo que será rateado entre consumidores dos ambientes cativo e livre.
Para o produto com início de suprimento em 1º de agosto de 2026, foram contratados 228,2 MW, provenientes de uma usina a óleo combustível e duas a óleo diesel. A receita fixa associada é de R$ 111,6 milhões por ano.
Os projetos vencedores pertencem à CEP, Petrobras e UTE Xavantes, localizados em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Goiás. Os contratos têm duração de três anos. O deságio apurado foi de 44,00%.
No produto com início de suprimento em 1º de agosto de 2027, apenas a UTE Termoceará foi contratada. A usina, movida a diesel e de propriedade da Petrobras, ofertará 174,6 MW de potência, com receita fixa anual de R$ 76,98 milhões. O contrato também terá duração de três anos. O deságio registrado nesta etapa foi de 46,74%.
Para o produto com início de suprimento em 1º de agosto de 2030, foram contratadas duas usinas a biodiesel: Petrolina Bio e UTE Bio Xavantes, localizadas em Pernambuco e Goiás.
Juntas, as unidades somam 98,4 MW de potência, com receita fixa anual de R$ 41,2 milhões. Os contratos terão vigência de dez anos. O deságio atingiu 55,71%.
O primeiro LRCAP de 2026, realizado na quarta-feira (18), foi direcionado à contratação de usinas termelétricas a gás natural, carvão mineral e hidrelétricas, totalizando cerca de 19 GW de potência contratada.
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