O Sesc Bahia passou a operar parte de suas unidades com energia proveniente do Mercado Livre de Energia, em um movimento que combina redução de custos e uso de fontes renováveis.
A iniciativa envolve o fornecimento de 26.718 MWh para 14 unidades da instituição distribuídas pelo estado, com vigência contratual firmada com a EDP, até 2030.
A migração foi realizada no fim de 2025 e abrange instalações localizadas em municípios como Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Porto Seguro, entre outros.
Economia e previsibilidade
A entrada no Mercado Livre deve gerar uma redução de aproximadamente 30% nos custos com energia elétrica para a instituição.
Além do ganho financeiro, o modelo permite maior previsibilidade orçamentária, uma vez que os contratos são estruturados com condições previamente definidas, reduzindo a exposição às oscilações tarifárias do mercado regulado.
Outro ponto relevante é o fornecimento integral de energia com origem renovável, alinhando a operação da entidade a práticas mais sustentáveis.
O contrato também prevê a emissão de mais de 26 mil I-RECs (certificados internacionais de energia renovável), que comprovam a procedência da eletricidade consumida.
Impacto ambiental
Com a adoção do novo modelo, a expectativa é evitar a emissão de cerca de 1.200 toneladas de CO₂, contribuindo para a redução da pegada ambiental das atividades da instituição.
A iniciativa reforça o papel de organizações do setor de serviços na adoção de práticas associadas à transição energética.
Além disso, a centralização do fornecimento em fontes renováveis permite maior alinhamento com compromissos de sustentabilidade e eficiência no uso de recursos, especialmente em instituições que operam diversas unidades simultaneamente.
Comercialização varejista
A operação foi viabilizada por meio do modelo varejista do Mercado Livre de Energia, no qual a gestão do fornecimento e das obrigações regulatórias é realizada por da comercializadora da EDP.
Esse formato tem sido adotado por consumidores de menor porte que buscam acessar o mercado livre sem a necessidade de estrutura própria para gestão energética.
No Brasil, esse modelo vem ganhando espaço com a ampliação do acesso ao ambiente livre, permitindo que empresas e instituições diversifiquem suas estratégias de contratação de energia.
Expansão
A iniciativa do Sesc Bahia reflete um movimento mais amplo de migração de consumidores para o mercado livre, impulsionado pela busca por competitividade e sustentabilidade.
Ao combinar economia, energia limpa e previsibilidade, esse tipo de contratação tem se consolidado como alternativa relevante para organizações com múltiplas unidades e consumo significativo.
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