Um levantamento publicado nesta segunda-feira (9) pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), aponta crescimento no número de patentes relacionadas ao setor espacial, reforçando a importância estratégica dessas inovações para a soberania tecnológica do Brasil.
Grande parte dessas inovações envolvem sistemas de geração fotovoltaica, utilizados para fornecer energia aos satélites em órbita.
Os dados fazem parte do Radar Tecnológico nº 49, intitulado “Panorama de patenteamento de tecnologias espaciais: energia para satélites e propulsão espacial”, elaborado em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira).
De acordo com o levantamento, foram identificados 65 novos pedidos de patente depositados por residentes no Brasil, elevando para 164 o total de tecnologias espaciais registradas no país desde 2010, conforme a base do MAPTEC (sistema de mapeamento de tecnologias espaciais da AEB.
Dentro desse universo, 124 pedidos estão relacionados a tecnologias de energia para satélites. No país, os principais depositantes são de origem estadunidense, enquanto residentes brasileiros respondem por aproximadamente 8% dos registros.
O estudo mostra que os depósitos das patentes estão concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.O estado de São Paulo lidera o número de pedidos, seguido pelo Paraná.
Fora desse eixo, o destaque é o Rio Grande do Norte, impulsionado pela atuação da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Entre os principais depositantes aparecem ainda instituições como a USP (Universidade de São Paulo), o IAE ( Instituto de Aeronáutica e Espaço), o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a Unicamp ( Universidade Estadual de Campinas) e a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Na análise global para energias para satélites, o estudo identificou 14.403 famílias de patentes no mundo, com crescimento expressivo nos últimos anos. A China lidera os depósitos, seguida por outros países com forte investimento em tecnologia espacial.
Vale ressaltar, que a patente é um pedido formal realizado junto ao INPI para proteger uma nova tecnologia, processo ou equipamento relacionado à produção, eficiência, armazenamento ou gestão de energia.

Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.