A Usina Fotovoltaica Parnaíba, que aguarda sua conexão com o sistema de Distribuição e que é enquadrada como GDI, traz inovação que conecta a geração de energia limpa com a modernização da infraestrutura local.
Trata-se de um empreendimento erigido ao lado do Aeroporto Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba-PI, e que está em sintonia com o processo de evolução local, e com o PLAC (Plano de Ação Climática) do estado, que prevê o alcance de 100% de energia renovável até 2050.
Em sintonia com esse processo de evolução, a Usina Fotovoltaica Parnaíba entrou em operação, trazendo inovação que conecta a geração de energia limpa com a modernização da infraestrutura local.
A usina já integra a nova infraestrutura energética da região, com potência instalada de 3.700 kW em CA (corrente alternada) e potência nominal de 5.160 kWp em corrente CC (corrente contínua).
O empreendimento está conectado à rede em tensão de 13,8 kV e ocupa uma área delimitada por perímetro de 1.042 metros.
O sistema é composto por 8.820 módulos fotovoltaicos bifaciais de 585 Wp, modelo OSDA ODA585-36V-MHD, distribuídos em 83 mesas estruturais.
Cada string é formada por 28 módulos, totalizando 315 strings no arranjo. As mesas possuem configuração variável de 4, 2 ou 1 string, com ângulo de inclinação de 10° e espaçamento entre eixos de 7,5 metros.
A conversão da energia é realizada por 15 inversores da GoodWe, sendo 13 unidades do modelo GW250K-HT e 2 unidades do modelo GW225K-HT, somando 3.700 kW de potência instalada em inversores.
Os equipamentos estão distribuídos em dois eletrocentros, com 7 e 8 inversores por unidade, e operam com 19, 21 ou 22 strings por inversor, conforme a configuração elétrica da planta.
A usina está localizada com acesso facilitado pelo corredor viário do Aeroporto Prefeito Dr. João Silva Filho, o que otimiza a logística de O&M (Operação e manutenção).
Estrutura elétrica, conexão e segurança operacional
A energia gerada é elevada de 800 V para 13,8 kV por meio de transformadores secos trifásicos de 2.000 kVA, garantindo a integração segura com a rede da concessionária.
Os cabos de CC seguem a norma ABNT NBR 16612 e estão instalados em eletrodutos PEAD a 0,70 metro de profundidade, com ocupação máxima de quatro strings por eletroduto.
Já os cabos de baixa tensão em CA corrente alternada utilizam condutores de 240 mm² em alumínio com isolação XLPE, enquanto a média tensão foi dimensionada com cabos de 50 mm² e 95 mm², segundo as normas da concessionária.
O sistema de aterramento foi projetado a partir de SEV (ensaio de resistividade do solo), conforme a ABNT NBR 7117, utilizando cabos de aço cobreado e cobre nu de 50 mm², em conformidade com a NBR 16254.
O aterramento contemplou módulos, eletrocentros, cercas, cabines e estruturas metálicas, assegurando a equipotencialização e a proteção contra descargas atmosféricas.
O projeto também incorpora uma estação solarimétrica completa, equipada com piranômetros para medição de GHI, POA e albedo, além de anemômetro, anemoscópio, termohigrômetro, pluviômetro e sensor de temperatura dos módulos, utilizados no controle de desempenho da planta.
Para a segurança patrimonial e operacional, foi implantado um sistema de CFTV com 35 câmeras do tipo bullet e duas do tipo speed dome, com monitoramento remoto e análise inteligente de imagens.
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