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Início / Artigos / Artigo de Opinião / A nova revolução solar está chegando: esperar ou agir?

A nova revolução solar está chegando: esperar ou agir?

O Brasil tem potencial para desenvolver projetos de armazenamento
Acompanhe pelo Whatsapp
  • Foto de Carlos Trotta Carlos Trotta
  • 1 de novembro de 2023, às 15:56
3 min 11 seg de leitura
Canal Solar A nova revolução solar está chegando esperar ou agir
Sistema híbrido com geração solar e sistema de armazenamento de energia de grande porte. Foto por Eos Energy Storage/Reprodução

Participando de quatro feiras internacionais – Intersolar México 2022, Solar and Storage México 2023, Intersolar Europe 2023 e Intersolar South Brazil 20233 – posso afirmar que uma nova revolução está se aproximando no Brasil.

Quando falamos em revolução, entendemos que se trata de mudanças, que podem ocorrer em ritmo variado, dependendo do ambiente em que ocorrem.

Como já sabemos, muitos países avançaram para um mercado maduro em relação à energia solar, passando de expansão para consolidação.

Há anos, eles abraçaram a necessidade de armazenamento de energia, iniciando um novo modelo de negócios e direcionando seus sistemas para sistemas híbridos com baterias em projetos residenciais, comerciais e industriais, ampliando o ecossistema de energia.

E quanto ao Brasil? Após a Intersolar South America 2023, fica claro que o Brasil e a América Latina tornaram-se foco dos fabricantes mundiais de sistemas de armazenamento.

Várias marcas, tanto de baterias quanto de inversores híbridos, apresentaram seus equipamentos, não deixando nada a desejar em relação ao que foi exibido nas feiras internacionais da Alemanha e México. Portanto, reforço a ideia de que a nova revolução solar está chegando ao Brasil.

A questão é: estamos preparados para agir? Ou estamos apenas esperando que as coisas aconteçam para tomar ações mais efetivas e acompanhar países que já estão avançados nessa área de crescimento?

Frequentemente ouço: “Não há demanda para inversores híbridos” ou “As baterias são caras”. Mas raramente ouço: “Vamos estudar por onde começar e como desenvolver essa área”.

Acredito que o Brasil tem grande potencial para desenvolver projetos de armazenamento e se tornar uma área valiosa para instaladores e distribuidores. Mas o que falta para mudar o cenário da energia solar no Brasil?

Primeiramente, acredito que o setor está se tornando cada vez mais seletivo em termos de conhecimento. Aqueles que pensam que oferecer apenas preços baixos é suficiente em breve podem não ter mais espaço no mercado. Isso ocorre porque preços baixos podem se transformar em altos custos no futuro, especialmente em relação a problemas pós-venda.

Aqueles que enfrentaram 2023 com resiliência, buscando compreender as direções a seguir e adotar as melhores práticas na instalação de sistemas solares, estão bem preparados para desempenhar um papel fundamental nesta nova revolução.

Neste novo cenário, a busca pelo conhecimento e a compreensão da tecnologia que oferecemos, juntamente com o desejo de entender as necessidades de nossos clientes no contexto da energia solar, serão fundamentais para alcançar o sucesso nas vendas e posicionar o Brasil como um dos principais players em armazenamento de energia.

Portanto, a espera prolongada pode levar à perda de oportunidades e fazer com que fiquemos para trás na revolução que começou em 2012 e que nos últimos seis anos se tornou uma grande área para se trabalhar.

Devemos olhar para o que outros países fizeram, trazer suas experiências para o Brasil e planejar como adaptar estratégias ao público adequado. Isso fará toda a diferença entre esperar ou lutar.

Para que a nova revolução solar no Brasil esteja alinhada com o que o país merece, devemos começar agora a nos tornar profissionais mais capacitados e focados em oferecer a melhor experiência ao público.

Tenho certeza de que isso não se resume apenas a preços baixos. Acredito que a determinação, o foco e, acima de tudo, a busca constante de conhecimento são o caminho para essa jornada que está apenas começando no Brasil.


As opiniões e informações expressas são de exclusiva responsabilidade do autor e não obrigatoriamente representam a posição oficial do Canal Solar.

Carlos Trotta sistemas híbridos com baterias
Foto de Carlos Trotta
Carlos Trotta
Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP; Pós-Graduado em Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela Universidade São Francisco – USF; Especialista em Computação Gráfica na School of Visual Arts – NEW YORK / EUA e Especialização em Energia Solar pela Unicamp; Atualmente : Country Manager Brasil da DYNESS baterias.
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Respostas de 12

  1. Mates Ferreira disse:
    7 de novembro de 2023 às 21:45

    Acredito que as autoridades, principalmente aquelas com técnicos da área deveriam liderar essas discussões, verificando o que é importante para o Brasil hoje e no futuro próximo, pois o uso de baterias em sistemas de geração precisa, acima de tudo de regulamentação.
    Infelizmente com o lento avanço econômico nos últimos 10 anos, a demanda por energia não cresce para forçar grandes avanços e o fato de a matriz elétrica ser mais de 80 por cento renovável também não ajuda.

    Reply
  2. Marcelo Olegário da Costa disse:
    6 de novembro de 2023 às 12:19

    bom primeiro gostaria de parabenizá-los, excelente matéria, concordo plenamente,e aproveitando, gostaria de caso pudessem me indicar um bom curso,pois eu sou representante, na área de material de construção,e gostaria de atuar nessa área poia acredito que é o futuro da energia,no país?

    Reply
  3. Bruno Kovalski disse:
    6 de novembro de 2023 às 10:59

    O setor de energia solar no Brasil está se tornando cada vez mais seletivo em termos de conhecimento. Os instaladores e distribuidores que não se manterem atualizados sobre as últimas tecnologias e tendências podem ter dificuldade em competir no mercado.

    Reply
  4. Sergio GG disse:
    5 de novembro de 2023 às 11:05

    ótima matéria,

    Reply
  5. Ricardo Pedroso disse:
    5 de novembro de 2023 às 10:54

    Ótimo texto, obrigado.

    Reply
  6. Luciano disse:
    4 de novembro de 2023 às 09:02

    bom dia. vamos sempre, ótimas matérias.
    uma sugestão é disponibilizar os artigos em PDF.
    Forte abraço

    Reply
  7. Agrimar Leite De Lima disse:
    3 de novembro de 2023 às 10:20

    obgdo por participar

    Reply
  8. Clelio disse:
    2 de novembro de 2023 às 19:26

    bacana
    em frente

    Reply
  9. NILSON BERTOTTO disse:
    2 de novembro de 2023 às 15:18

    Um país onde o consumidor tem base de avaliação de menor preço. Baterias e tecnologias híbridos tem sim restrição de comercialização no país. O foco fica sim onde a demanda.

    Reply
  10. Raffaele Luigi Manzo disse:
    2 de novembro de 2023 às 07:10

    Bom dia, primeiramente quero parabenizá-los pelo belo material que vocês vêem desenvolvendo durante essa jornada no setor solar, é muito importante a divulgação do conhecimento, e a qualificação de profissionais através de seus cursos.
    Sou um entusiasta das energias renováveis e estou no mercado e as estudando des de 2006, e venho atuando na área desde 2012 e em 2017 tive os primeiros contatos com os sistemas de armazenamentos de grande porte, primeiramente com as baterias de fluxo de ferro e no ultimo ano com a de hidrogênio-níquel, esse é um mercado promissor e fantástico e finalmente chegamos a um nível impressionante quando falamos de controle da energia, isso possibilitará uma revolução em diversos setores da economia, estou vivenciando isso na pratica, através dos processos que estamos atuando em nossa empresa, o que esta faltando são profissionais e informação de qualidade como a de vocês, para a expansão desse mercado extremamente promissor.
    Obrigado.

    Reply
  11. HERBERT WILLIAM S CAMPOS disse:
    2 de novembro de 2023 às 05:51

    muito boa matéria.

    Reply
  12. EDMILSON ESTEVAM CARRILHO disse:
    1 de novembro de 2023 às 18:32

    Excelente!

    Reply

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A GED estabelece “ensaios ou declaração do fornecedor que comprovam a atuação do sistema” e “ensaios ou declaração do fornecedor que comprovam a atuação do sistema caso opere de modo a Limitar a Potência Injetada”. Isso sugere que: A lógica normativa está centrada na comprovação técnica; Não necessariamente em homologações discricionárias sem operacionalização pública clara. A GED 15303 e a questão da microgeração Outro ponto relevante é que a própria GED 15303 reconhece os limites regulatórios definidos pela ANEEL para microgeração distribuída. Ou seja: Microgeração continua reconhecida até 75 kW; Não existe previsão normativa explícita de bloqueio generalizado de sistemas híbridos; Não existe, no arcabouço regulatório superior, limitação generalizada em patamares próximos de 7,5 kW. Isso torna ainda mais relevante o debate sobre possíveis barreiras indiretas que estariam sendo criadas operacionalmente. O risco de um bloqueio tecnológico indireto. Quando: A ANEEL reconhece zero grid; A distribuidora reconhece sistemas híbridos; As GEDs reconhecem baterias como mitigadoras de fluxo reverso; mas simultaneamente: Projetos deixam de ser aprovados; Exigências se tornam praticamente impossíveis; Critérios deixam de ser transparentes; O mercado perde previsibilidade. Forma-se um cenário potencialmente caracterizável como bloqueio tecnológico indireto. E isso possui impactos profundos. O impacto econômico do bloqueio do armazenamento O mercado de armazenamento distribuído representa: Modernização da infraestrutura elétrica; Aumento de resiliência; Suporte em apagões; Mitigação de picos; Redução de demanda; Maior estabilidade sistêmica; Avanço tecnológico nacional. Além disso, trata-se de um setor intensivo em: Engenharia; Software; Automação; Eletrônica de potência; Qualificação técnica. Sua inviabilização prática pode: Afastar investimentos; Reduzir competitividade; Eliminar empregos; Retardar inovação; Atrasar a transição energética brasileira. A aparente divergência entre norma e prática operacional A leitura conjunta da REN 1000, do PRODIST, das GEDs da CPFL e do Manual 150217/2025; sugere uma possível divergência entre o reconhecimento normativo da tecnologia e a operacionalização prática do processo de conexão. As normas reconhecem híbridos, “zero grid”, arbitragem energética, mitigação de fluxo reverso e EMS. Mas o mercado relata negativas amplas, insegurança regulatória, ausência de previsibilidade, critérios pouco transparentes. Esse cenário gera judicialização crescente, retração do mercado, insegurança jurídica e deterioração da confiança regulatória. O setor precisa de clareza, não de ausência de regras O debate não deve ser conduzido como “liberar tudo” ou “eliminar critérios técnicos”. 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