A agência reguladora de energia da Alemanha, a Bundesnetzagentur, aprovou novas regras que permitem que proprietários de veículos elétricos utilizem as baterias dos automóveis para abastecer suas residências ou injetar eletricidade na rede. A medida abre caminho para ampliar o uso da tecnologia conhecida como V2G (vehicle-to-grid) no país.
A decisão, anunciada nesta quinta-feira (1º), estabelece novas condições para integrar sistemas de armazenamento e pontos de recarga ao mercado de eletricidade. Segundo a Reuters, as regras foram definidas após o órgão regulador revisar uma proposta anterior em resposta às críticas apresentadas pelo setor.
Integração com energia solar
Um dos principais pontos da decisão envolve os consumidores que possuem sistemas fotovoltaicos subsidiados na Alemanha.
Até então, as regras do país dificultavam o armazenamento, em uma mesma bateria, da energia produzida pelos painéis solares e da eletricidade retirada da rede sem comprometer os incentivos previstos pelo programa alemão de apoio às energias renováveis.
A decisão denominada MiSpeL, sigla utilizada pelo regulador para Integração de Mercado de Armazenamento e Pontos de Recarga, busca remover esse obstáculo.
Com a nova estrutura, proprietários de veículos elétricos poderão carregar a bateria com o excedente produzido pelos painéis fotovoltaicos durante o dia e utilizar a eletricidade posteriormente para atender ao consumo da residência.
Também será possível carregar o veículo utilizando eletricidade da rede em períodos de menor preço e usar essa energia posteriormente ou injetá-la de volta no sistema elétrico, mantendo o apoio do EEG para a parcela de energia renovável que atende aos critérios do programa.
Medição a cada 15 minutos
Para viabilizar o modelo, será necessário identificar a origem e o destino da eletricidade armazenada nas baterias. A nova regulamentação estabelece métodos de contabilização baseados em leituras dos medidores em intervalos de 15 minutos.
O mecanismo permitirá diferenciar a eletricidade produzida pelo sistema solar daquela retirada da rede e posteriormente armazenada. Essa separação será necessária para determinar quais volumes de energia permanecem elegíveis aos pagamentos previstos pelo EEG.
A regulamentação também estabelece um período de transição até 30 de setembro de 2027. Durante esse intervalo, a implementação dependerá da aprovação dos operadores responsáveis pela rede e pela medição.
Segundo a Reuters, o período foi estabelecido para que essas empresas tenham tempo de adaptar os sistemas de tecnologia da informação, medição e faturamento às novas regras.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.
Comentários
Os comentários são moderados antes da publicaçãoOs comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.