O Brasil foi o terceiro país do mundo que mais economizou com a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis em 2025, segundo relatório divulgado pela IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável) nesta quinta-feira (3).
Os números reforçam a força do mercado brasileiro de energias renováveis, mesmo em meio ao aumento dos episódios de curtailment e ao avanço dos debates relacionados à inversão de fluxo nas redes de distribuição.
Segundo o levantamento, a geração renovável instalada no país evitou gastos estimados em US$ 32 bilhões com a compra de combustíveis fósseis ao longo do ano passado.
O Brasil ficou atrás apenas da China, que registrou economia de US$ 177 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 35 bilhões. Na sequência aparecem Índia e Alemanha, ambas com US$ 18 bilhões, além do Japão, com US$ 15 bilhões.
No cenário global, a capacidade renovável instalada evitou gastos estimados em US$ 480 bilhões com combustíveis fósseis em 2025.
O relatório da Agência destaca ainda que os benefícios das energias renováveis já ultrapassam a simples redução dos custos de geração e passaram a representar também uma ferramenta de segurança energética e proteção contra choques geopolíticos.
Segundo a entidade, essas vantagens ficaram ainda mais evidentes no início deste ano, durante a crise energética provocada pelo fechamento temporário do Estreito de Ormuz, evento que elevou significativamente os preços internacionais de gás e petróleo.
“Para os países que ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis, cada megawatt adicional de energias renováveis fortalece a proteção econômica contra a volatilidade dos preços dos combustíveis, protegendo consumidores, empresas e finanças públicas de custos mais elevados”, disse Francesco La Camera, Diretor-Geral da IRENA.
Confira o estudo completo da IRENA clicando aqui.
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