As projeções do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) indicam que a carga do SIN (Sistema Interligado Nacional) deverá crescer 3,6% em outubro, na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando 85.274 MW médios.
Segundo o boletim do PMO (Programa Mensal da Operação) divulgado na última sexta-feira (25) todos os subsistemas devem registrar aumento da demanda no próximo mês. As maiores altas são esperadas no Norte (9,3%) e no Nordeste (9,2%), seguidos pelo Sudeste/Centro-Oeste (1,9%) e pelo Sul (0,1%).
Apesar da expectativa de maior consumo de energia, o cenário hidrológico permanece favorável. As projeções do ONS indicam que os reservatórios devem encerrar outubro em níveis elevados, com destaque para o Sul (91,5%), seguido pelo Norte (66,1%), Nordeste (63,4%) e Sudeste/Centro-Oeste (55,6%).
As previsões também mostram ENA (Energia Natural Afluente) acima da MLT (Média de Longo Termo) nas regiões Sul (193%) e Sudeste/Centro-Oeste (105%), refletindo as condições mais favoráveis de afluência.
Esse cenário também contribuiu para que a ANEEL anunciasse a bandeira tarifária verde em outubro, encerrando uma sequência de cinco meses de bandeira amarela. Com a mudança, deixa de haver cobrança adicional das bandeiras tarifárias na conta de luz.
Segundo a Agência, a melhora das condições hidrológicas durante a transição entre os períodos seco e úmido reduziu os custos de geração de energia e permitiu o retorno da bandeira verde.
De acordo com o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, a elevação gradual das temperaturas nos próximos meses seguirá sendo acompanhada pelo operador, que afirma estar adotando medidas preventivas para garantir a segurança e a confiabilidade da operação do SIN.
“Nos próximos meses, as temperaturas tendem a aumentar gradativamente em todo o país. Diante desse cenário, o ONS seguirá acompanhando atentamente as projeções e adotando, de forma preventiva e coordenada, as medidas necessárias para assegurar a segurança e a confiabilidade da operação do SIN (Sistema Interligado Nacional) em consonância com a evolução dos cenários energéticos”, afirmou Marcio Rea, diretor-geral do ONS.
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