A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) confirmou nesta sexta-feira (25) que a bandeira tarifária será verde em outubro, após cinco meses consecutivos de bandeira amarela. Com a mudança, não haverá cobrança adicional da bandeira na conta de luz dos consumidores no próximo mês.
A bandeira verde havia vigorado pela última vez em abril. De maio a setembro, a ANEEL manteve a bandeira amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a Agência, o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, durante a transição entre os períodos seco e úmido, contribuiu para estabilizar os níveis dos reservatórios hidrelétricos.
A bandeira verde indica condições mais favoráveis de geração e elimina o adicional cobrado pelo sistema de bandeiras. Isso não significa, porém, que o valor total da fatura ficará igual para todos os consumidores: a conta também depende do consumo de energia e das tarifas aplicáveis a cada distribuidora.
Como funcionam as bandeiras tarifárias?
Criado em 2015 pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo sinalizar aos consumidores o custo da geração de energia elétrica no país.
Mensalmente, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) avalia as condições de operação do SIN (Sistema Interligado Nacional), define a estratégia de despacho das usinas e estima os custos de geração de energia.
Com base nessas informações, são definidas as bandeiras tarifárias. Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional na conta de luz. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam aumento dos custos de geração e resultam em cobranças extras para os consumidores.
Atualmente, os valores adicionais são:
Bandeira verde: sem cobrança adicional
Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh
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