Hoje, dia 5 de maio, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte completa dez anos desde o início de sua operação, marcando uma década de protagonismo no sistema elétrico nacional. Localizada na bacia do Rio Xingu, no Pará, a usina se consolidou como a maior hidrelétrica 100% brasileira e a quinta maior do mundo.
A trajetória do empreendimento começou em 2010, quando o leilão para a construção e operação foi vencido pelo Consórcio Norte Energia, com o contrato de concessão assinado em agosto do mesmo ano.
As obras civis tiveram início em fevereiro de 2011 e se estenderam por pouco mais de oito anos, período em que mais de 30 mil empregos diretos foram gerados.
Inicialmente prevista para entrar em operação em 2015, Belo Monte teve sua primeira turbina acionada apenas em abril de 2016, marcando o início de sua contribuição efetiva ao SIN (Sistema Interligado Nacional).
Ao longo dos anos seguintes, o complexo avançou gradualmente até atingir sua plena capacidade em 2019, com a entrada em operação das 18 unidades geradoras principais e seis complementares, totalizando 11.233 MW de potência instalada.
Desde então, a usina acumulou uma geração de aproximadamente 255 milhões de MWh, volume suficiente para abastecer todo o Brasil por cerca de cinco meses.
Em média, Belo Monte responde por cerca de 5% da demanda nacional de energia ao longo do ano, podendo chegar a atender até 16% do consumo em horários de pico.
Do ponto de vista técnico, trata-se de uma usina do tipo fio d’água, com reservatórios de menor área alagada, cerca de 478 km², sendo parte significativa correspondente ao leito natural do rio durante períodos de cheia.
Essa característica reduz os impactos associados a grandes reservatórios, mas também torna a geração mais dependente da sazonalidade hídrica, especialmente em períodos de seca, como observado em crises recentes.
Ao longo da última década, Belo Monte também passou a desempenhar um papel relevante na complementariedade da matriz elétrica brasileira.
Nos primeiros meses do ano, quando apresenta maior geração, contribui para o enchimento dos reservatórios das regiões Sul e Sudeste. Já no segundo semestre, com a redução da vazão do Rio Xingu, outras usinas assumem maior protagonismo, garantindo o equilíbrio do sistema.
Em 2025, o complexo alcançou o maior índice de disponibilidade entre todas as hidrelétricas do país, superando 99%.
Segundo a Norte Energia, mais de R$ 8 bilhões foram aplicados em ações vinculadas ao licenciamento ambiental, incluindo a construção de hospitais, unidades de saúde, escolas, obras de infraestrutura urbana, reflorestamento e iniciativas voltadas a comunidades indígenas da região do Médio Xingu.
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