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Falta de energia pode prejudicar refrigeração de doses da vacina contra a Covid-19

Especialistas afirmam que uso de baterias poderia solucionar este tipo de problema.

Autor: 7 de fevereiro de 2021março 16th, 2021Notícias
Falta de energia pode prejudicar refrigeração de doses da vacina contra a Covid-19

No fim de janeiro, mais de 800 doses de vacinas contra a Covid-19 ficaram sem receber a refrigeração adequada por horas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. O motivo foi que os locais onde estavam armazenadas tiveram quedas de energia.

Em entrevista ao Canal Solar, especialistas do setor elétrico afirmaram que este tipo de ocorrência poderia ter sido evitada se fosse empregado o uso de baterias. 

“Em locais com redes elétricas instáveis ou locais não alcançados pelas redes elétricas, sistemas de armazenamento com baterias deveriam ser obrigatórios para a preservação de produtos sensíveis, como é o caso de vacinas e outros tipos de medicamentos de alto custo ou de difícil acesso”, destacou Marcelo Gradella Villalva, professor de engenharia elétrica da Unicamp e especialista em sistemas fotovoltaicos.

“A tecnologia de armazenamento de energia elétrica já está amplamente disponível no mercado e pode ser também associada a sistemas fotovoltaicos. Essa combinação de energia solar com baterias é perfeita, pois permite reduzir o custo dos bancos de baterias, que podem ter seu tamanho reduzido e mesmo assim oferecer energia estável para backup de uso prolongado ou para uso contínuo na forma off-grid”, acrescentou o especialista.

Para Adalberto Maluf, presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) e diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD do Brasil, o setor elétrico brasileiro ainda possui grandes desafios em relação ao sistema de armazenamento de energia. 

“Primeiro, é a ausência de uma regulamentação a respeito dos inversores. Ainda não existe uma regulamentação no INMETRO ou aprovação para o uso de inversores híbridos. Isso faz com que os projetos storage do Brasil, em sua grande maioria, sejam projetos off-grid”, afirmou Maluf. 

Embora ainda existam impedimentos para a aplicação de sistemas com baterias se tornar comum no Brasil, Maluf comenta que, segundo projeção do Wood Mackenzie, para este ano está previsto o crescimento de 50% dos sistemas de armazenamento de energia (ESS) com baterias de lítio, indo de 9,4 GWh para 14,4 GWh. 

“Esse processo está viabilizando cada vez mais o uso de baterias de lítio também para sistemas de backups de energia, já que os ESS podem ser usados durante o horário de pico (para economizar energia) e servem de backup com maior autonomia e vida útil do que os similares com bateria de chumbo ácido”, afirmou o diretor. 

Geladeiras solares em comunidades da África

A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em parceria com a Gavi Covax AMC, está investindo na compra e instalação de geladeiras que funcionam com energia solar fotovoltaica para países de baixa renda do continente africano. 

Falta de energia pode prejudicar refrigeração de doses da vacina contra a Covid-19

O objetivo é utilizar estas geladeiras para armazenar as vacinas contra a Covid-19 de forma segura, já que elas precisam ser mantidas em temperaturas pré-determinadas para que não percam sua eficácia. 

A vacina CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac, e a vacina AstraZeneca, desenvolvida pela faculdade de Oxford, precisam ser mantidas em um ambiente refrigerado, na temperatura de 2 °C a 8 °C.

“Estamos lidando com o desafio de entregar as vacinas contra a Covid-19 nas principais cidades, mas também em vilarejos extremamente remotos. Estamos nos preparando para todos os cenários”, afirma Jean-Cedric Meeus, chefe de Fornecimento do UNICEF para a região.

A organização atua na imunização infantil em países subdesenvolvidos como os da África Subsaariana. “Quando os primeiros sinais da pandemia começaram, já começamos a nos mobilizar e nos preparar porque sabíamos que estaríamos desempenhando algum tipo de papel”, afirma Michelle Seidel, especialista do UNICEF. 

Giuliana Olivieri

Giuliana Olivieri

Atuou como produtora de programa de entrevista na Rádio Brasil Campinas, além de elaboração de reportagens diárias, edição de áudio e vídeo. Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico, cobrindo a editoria de Mercado e Negócios. Graduanda em Jornalismo na PUC Campinas.

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