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Furnas inaugura planta de testes de produção de hidrogênio verde

O pioneiro projeto de P&D teve investimento de R$ 45 milhões e combina usinas solares fixas e flutuantes

Autor: 9 de dezembro de 2021Tecnologia e P&D
Furnas inaugura planta de testes de produção de hidrogênio verde

O projeto combina a construção de usinas de energia solar fotovoltaica, tanto fixas em solo como flutuantes

A primeira planta de testes de produção de hidrogênio verde de Furnas (Furnas Centrais Elétricas) foi inaugurada na quarta-feira (8) na usina hidrelétrica de Itumbiara (MG/GO). 

O projeto combina a construção de usinas de energia solar fotovoltaica, tanto fixas em solo (800 kWp) quanto em estruturas flutuantes (200 kWp), além de plantas de armazenamento de energia em baterias de lítio e hidrogênio verde, que realizam a geração e armazenamento de hidrogênio a partir da eletrólise da água. 

A cerimônia de inauguração do empreendimento, parte do projeto estratégico de P&D da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do presidente da empresa, Clovis Torres. 

Batizado de “Desenvolvimento de sinergia entre as fontes hidrelétrica e solar com armazenamento de energias sazonais e intermitentes em sistemas de hidrogênio e eletroquímico – SHSBH2”, esse projeto de P&D é resultado de uma parceria de Furnas com a empresa Base Energia Sustentável, associada à Unesp (Universidade Estadual Paulista); Unicamp (Universidade de Campinas); Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial); Universidade de Brandenburgo (Alemanha) – instituição acadêmica com experiência no armazenamento de hidrogênio; e a PV Solar, empresa parceira experiente em implantação de sistemas fotovoltaicos.

A utilização de reservatórios para produção e armazenamento de energia fotovoltaica representa mais uma etapa no aproveitamento de uma fonte renovável, como a luz do Sol, de forma sustentável e economicamente viável. Esse trabalho permite que as usinas da empresa se transformem em unidades híbridas, com geração de energia hidrelétrica e solar.

A geração de hidrogênio verde é uma tecnologia já dominada, por isso parte da inovação desse projeto é o estudo de forma de armazenar e despachar a eletricidade gerada para suprir a demanda do sistema elétrico, que varia ao longo do dia, e a inserção da eletricidade no SIN (Sistema Interligado Nacional). 

A Usina Hidrelétrica de Itumbiara foi escolhida por apresentar os melhores índices para geração solar fotovoltaica, em relação às demais unidades de Furnas, e por possuir um reservatório adequado para a instalação dos painéis fotovoltaicos em estruturas flutuantes.

A energia solar gerada na nova planta totalizará 1.000 kWp. Para a instalação da usina fotovoltaica, a BASE Energia Sustentável utilizou 10 inversores SMA Sunny High Power SHP75-10, 8 deles na planta de solo e dois na usina flutuante, localizada mais próxima à barragem. Também estão sendo utilizados dois sistemas de monitoramento SMA Inverter Manager IM-20, além de 11 SMA String Combiner Box 100MB16F230.

Confira os equipamentos e detalhes do projeto de P&D na Usina Hidrelétrica de Itumbiara:

  • 10 Inversores solar SMA Sunny High Power SHP75-10;
  • 2 Sistemas de monitoramento SMA Inverter Manager IM-20;
  • 10 SMA String Combiner box 100MB16F230;
  • 1 Banco de baterias 600 kWh da WEG;
  • 1 Eletrolisador Alcalino da Hydrogenics;
  • 1 Célula a Combustível da Hydrogenics;
  • 2.564 Placas Solares Trina 390W cada, totalizando 1MWp;
  • 1 Conjunto de estruturas de fixação Politec fixa ao solo;
  • 1 Conjunto de estruturas flutuantes desenvolvida pela BASE.

Em um primeiro momento, a produção não será comercializada, mas destinada ao Sistema de Serviços Auxiliares da unidade, como iluminação, tomadas, ventilação etc. A transmissão dessa energia sairá da planta para o barramento de 13,8 kV da subestação da própria Usina Hidrelétrica por meio das redes aérea e subterrânea.

Após a comprovação da eficiência do projeto e sua colaboração para a diversificação da matriz energética brasileira, Furnas pode optar por incluir o projeto de Itumbiara em sua matriz de geração de energia elétrica.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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