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GD deve acessar debêntures verdes com novo decreto federal, avalia ABSOLAR

A publicação do decreto também foi destacada pela vice-presidente de financiamento da ABSOLAR

Autor: 9 de junho de 2020julho 27th, 2021Brasil
GD deve acessar debêntures verdes com novo decreto federal, avalia ABSOLAR

A geração distribuída solar fotovoltaica tem, pela primeira vez, a possibilidade de acessar os financiamento de projetos de infraestrutura com benefícios ambientais e sociais. Esta é a avaliação da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) sobre o decreto que cria perspectivas para fontes renováveis, publicado pelo Governo Federal na última sexta-feira (5).

Segundo o CEO da associação, Rodrigo Sauaia, o decreto vai impulsionar bilhões de reais em novos investimentos privados e gerar milhares de novos empregos no setor fotovoltaico. “Esses incentivos já existiam para as grandes usinas de geração, mas passarão a valer agora para projetos de geração distribuída, com mais agilidade, menos burocracia e menores custo ao financiamento da energia solar no Brasil”, destaca o executivo.

Sauaia ainda ressalta que a medida deverá reduzir o processo burocrático, contribuindo para a retomada da economia brasileira. “O decreto diminui a complexidade da emissão das debêntures, aprimorando as condições de acesso a crédito aos projetos sustentáveis do setor. Por isso, aplaudimos esta iniciativa, que contribui para dinamizar as energias renováveis, estratégicas para reativar a economia do país”, afirma.

A publicação do decreto também foi destacada pela vice-presidente de financiamento da ABSOLAR, Camila Ramos, que ressalta que a medida é uma conquista de todo o setor de energias renováveis, com participação da própria ABSOLAR, pelo trabalho realizado junto no LAB (Laboratório de Inovação Financeira). “As debêntures incentivadas e títulos verdes têm se tornado uma forte tendência no Brasil e terão um grande impulso com a publicação destas regras. Antes, apenas projetos enquadrados e aprovados no PPI (Programa de Parceria de Investimentos) ou aprovados diretamente por ministérios eram elegíveis para emitir tais títulos incentivados. Isso tornava o processo muito burocrático, complexo, demorado e caro para o mercado”, esclarece Camila.

A executiva ainda destaca que a medida poderá diminuir prazos e proporcionar menores custos ao financiamento de projetos sustentáveis. “Com o novo decreto, projetos que proporcionem benefícios ambientais ou sociais relevantes poderão fazer parte deste mercado, por meio de um processo mais simples e ágil. Com isso, os investimentos em energia solar poderão aumentar e proporcionar ainda mais qualidade de vida para a população nas cinco regiões do Brasil”, afirma Camila.

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Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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