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Geração distribuída está entre as tendências de M&A para o ano de 2024

Mercado vê retomada do crédito privado, com taxas menores das aplicadas em 2023

Autor: 4 de janeiro de 2024Opinião
2 minutos de leitura
Geração distribuída está entre as tendências de M&A para o ano de 2024

Foto: Freepik

Com um final de ano para lá de agitado no cenário político brasileiro, com diversas normas aprovadas no Congresso Nacional, demonstrando que o Governo Federal tem conseguido aprovar as normas das quais necessita para o ajuste fiscal, a indústria de fusões e aquisições (M&A) deve iniciar 2024 com mais apetite do que em 2023.  

Alguns outros fatores contribuem para que o setor de geração de distribuída seja um dos mercados alvo para esse tipo de transações. Passado o caso Americanas, o mercado vê retomada do crédito privado, com taxas menores das aplicadas em 2023. A expectativa de diminuição contínua da taxa SELIC ao longo de 2024. 

Apesar da baixa e normalização dos preços dos equipamentos de geração de energia solar fotovoltaica em 2023, existe tendência de alta devido ao aumento da carga tributária dos produtos importados, que inclui os módulos fotovoltaicos. 

Apetite do mercado de capitais por ativos que possam ser classificados como de renda fixa e tragam rentabilidade pouco acima do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). 

Dificuldades no processo de solicitação de acesso e conexão à rede das distribuidoras de energia elétrica. Corrida contra o tempo para conexão de projetos classificados como GDI, que ainda permitirão a compensação de créditos de energia integral (TE + TUSD). 

Esses são alguns dos exemplos que nos levam a crer que 2024 será um ano bem agitado para o setor de geração distribuída. 

Aliado a esses fatores, há também diversos players que ingressaram nesse mercado logo no início, e que talvez, nesse momento, com preços de oferta de compra mais elevados, possam verificar o retorno esperado, levando-os a vender seus ativos operacionais. 

Por outro lado, investidores internacionais têm procurado investir no Brasil, especialmente no setor de energia elétrica, que nos últimos demonstrou ser não somente lucrativo e sustentável, mas estratégico para o pensamento geopolítico.

Como profissional que acompanha esse mercado desde o seu início, e experiente em movimentos de consolidação de outros mercados no passado, tenho grandes expectativas para a geração distribuída em 2024. 


As opiniões e informações expressas são de exclusiva responsabilidade do autor e não obrigatoriamente representam a posição oficial do Canal Solar.

Einar Tribuci

Einar Tribuci

Advogado especializado no setor de energia elétrica e em direito tributário, sócio fundador do Tribuci Advogados e diretor jurídico e tributário da ABGD. Possui experiência como advogado há mais de 15 anos, atuando em diversas áreas do direito, especialmente contratos do setor de energia elétrica e tributário em geral.

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