GC Solar 22.71 GW GD Solar 50.47 GW
Notícias

Integração de renováveis será crucial para descarbonização do Brasil

Fala do diretor da RCGI foi um dos pontos altos do painel “Energy Transition: What does it mean for Brazil” na COP 27

O Brasil tem um conjunto de oportunidades no atual período de transição energética que é único e que fará com que o país saiba explorar e exportar esse conhecimento para o mundo.

Foi o que afirmou Julio Meneghini, diretor científico do RCGI (Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa), na COP-27, durante o painel “Energy Transition: What does it mean for Brazil”. 

“A utilização de diferentes soluções locais que eventualmente vão ser exportadas vai permitir com que consigamos nos limitar ao aumento de 1,5 °C em relação às emissões da Revolução Industrial”, garantiu ele. 

O profissional se referiu ao Acordo de Paris, que ganhou forte mobilização mundial e que conta com o objetivo de limitar o aquecimento global em no máximo 2°C até o fim deste século, visando a neutralidade de carbono em 2050. Meneghini destacou ainda que a integração de diferentes fontes renováveis deverá ser o principal desafio brasileiro no processo de descarbonização.

“Temos um potencial enorme na questão de geração de energia eólica offshore, que, juntamente com o pré-sal e com a capacidade de armazenarmos de carbono em cavernas de sal no próprio pré-sal e nos reservatórios, torna o Brasil o eventual líder nessa área”, comentou. 

Durante o evento, Meneghini também destacou que o RCGI terá a primeira planta piloto de metanol verde no fim do ano que vem. “Também vamos ter a primeira planta para a produção de hidrogênio a partir do etanol”, ressaltou. 

De acordo com ele, com essa planta, o hidrogênio poderá ter uma pegada de emissões de CO2 menor do que o hidrogênio produzido com eletricidade oriunda de energia eólica e solar, ao se considerar o ciclo de vida da produção do etanol e se estiver utilizando tecnologia de captura e armazenamento de carbono. 

A planta, localizada na USP (Universidade de São Paulo), está sendo construída em parceria com as empresas Shell, Raízen, Hytron, além do Senai Cimatec. A partir do fim de junho, a planta produzirá até 5 kg de hidrogênio por hora, que serão utilizados para abastecer três ônibus na universidade movidos a células a combustível.

Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Os comentários deste artigo estão encerrados

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.