O mercado brasileiro de energia solar encerrou 2025 em um estágio mais estruturado e seletivo. A competitividade permanece alta, mas o critério de escolha evoluiu: preço deixou de ser o único fator determinante, abrindo espaço para uma análise mais ampla de qualidade, suporte técnico e solidez dos fornecedores.
Em entrevista ao Canal Solar, Guilherme Coelho da Costa, gerente da operação solar da Intelbras, analisa que o setor atravessa uma fase de amadurecimento, marcada por decisões mais estratégicas e orientadas ao custo-benefício. A segurança no pós-venda e a confiabilidade técnica passaram a ter peso central, especialmente em um cenário que exige maior previsibilidade e eficiência operacional.
Segundo o executivo, o atual contexto evidencia a relevância de fabricantes com estrutura consolidada, visão de longo prazo e capacidade de oferecer continuidade operacional. A estabilidade e o suporte especializado tornaram-se elementos essenciais para reduzir riscos e fortalecer a confiança ao longo de toda a jornada do projeto.
Para 2026, a projeção é de crescimento consistente, com destaque para a micro e minigeração distribuída. Mesmo com ajustes regulatórios recentes, o setor mantém atratividade econômica e perspectivas positivas, sustentadas pela busca contínua por eficiência energética e autonomia na produção de energia.
Confira a seguir os principais trechos da entrevista:

Como a Intelbras avaliou 2025 para o mercado solar e para a própria empresa?
Em 2025, houve uma mudança clara na forma de decisão de compra, em que o foco deixou de estar apenas no preço e passou a considerar o custo-benefício, a qualidade das soluções e a confiabilidade dos parceiros envolvidos nos projetos.
O setor também passou a valorizar mais fabricantes e empresas com capacidade técnica, experiência em personalização de projetos e estrutura de suporte. Nesse contexto, a eficiência da entrega e a segurança técnica ao longo de toda a jornada do cliente tornaram-se diferenciais competitivos relevantes.
A recomendação segue como um dos principais motores de vendas. Por isso, a qualidade do produto e da entrega impacta diretamente a reputação e a geração de novas oportunidades.
Quais foram os principais desafios enfrentados pela empresa em 2025?
As mudanças regulatórias e tarifárias no segmento de energia solar exigiram adaptação e agilidade. O cenário trouxe desafios, mas também fortaleceu a capacidade de resposta da Intelbras, que manteve sua estratégia de longo prazo baseada em crescimento sustentável, e não exclusivamente em preço.
A experiência acumulada e a flexibilidade operacional permitiram ajustes ao longo do ano, com desenvolvimento de ferramentas e soluções voltadas ao fortalecimento do ecossistema de parceiros e clientes. Como a estratégia já prioriza valor e solidez, os impactos das oscilações de mercado foram absorvidos de forma equilibrada.
O que esperar de 2026 para o mercado e para a Intelbras?
Para 2026, a expectativa é positiva, especialmente no segmento de geração distribuída, com destaque para projetos de telhado, micro e minigeração. A busca por eficiência energética, redução de custos e maior autonomia na produção de energia deve continuar impulsionando a demanda.
Os ajustes tarifários e a TUSD não eliminam a atratividade do setor. O payback segue competitivo e sustenta a viabilidade estratégica do investimento.
A empresa seguirá investindo em inovação. Desbravamos globalmente para atender localmente, utilizando nossa criatividade e inteligência em soluções tecnológicas que não só nos diferenciam no mercado, mas de fato resolvem e facilitam a vida de nossos clientes.
Essas novidades envolvem armazenamento e soluções híbridas?
A empresa avança no desenvolvimento de soluções de armazenamento e sistemas híbridos, priorizando aplicações residenciais e pequenos negócios. A iniciativa amplia o portfólio e complementa a atuação já consolidada no segmento off-grid, reforçando a estratégia de diversificação tecnológica.
Com um dos maiores laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento da América Latina, a Intelbras entrega soluções de segurança, conectividade e energia para empresas e residências. A expectativa é que essas soluções sejam incorporadas gradualmente ao mercado, fortalecendo um ecossistema de energia cada vez mais completo e integrado.
Além dos investimentos em P&D, qual outra área vocês estão de olho?
Somos uma empresa de tecnologia que há 50 anos projeta inovação para atender à realidade do brasileiro. Além dos investimentos em P&D, a estratégia da Intelbras também está voltada à construção de novos relacionamentos de negócio. A empresa busca desenvolver parcerias sólidas, promovendo o desenvolvimento e crescimento conjunto e evolução constante ao lado de parceiros e clientes.
Com ampla experiência na personalização de projetos de diferentes portes, entregamos soluções sob medida que geram resultados concretos. Da produção de energia ao reaproveitamento de materiais, investimos continuamente em iniciativas que integram inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.
Nosso compromisso é transformar tecnologia em impacto positivo e acelerar o desenvolvimento sustentável. Em energia solar, a Intelbras reforça sua atuação com um portfólio robusto e em expansão, alinhado às novas demandas do mercado e aos mais altos padrões de qualidade.
Integrada às soluções de segurança e conectividade da companhia, a oferta permite projetos completos e escaláveis. Para o integrador que busca consistência técnica e sustentabilidade comercial, a Intelbras representa um parceiro sólido para crescer com previsibilidade e visão de longo prazo.
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