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Decisão judicial eleva reajuste tarifário da Light para 16,69% no RJ

Liminar suspende uso de créditos de PIS/Cofins e eleva reajuste que antes seria de 8,59% na conta de luz

Canal Solar - Decisão judicial eleva reajuste da Light para 16,69% e conta de luz dobra no RJ

Conta de luz da Light. Foto: Reprodução

A Light, distribuidora que atende cerca de 3,96 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios do Rio de Janeiro, ingressou com um mandado de segurança para impedir que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) utilizasse créditos de PIS/Cofins em benefício da modicidade tarifária.

O pedido foi atendido por meio de decisão liminar da 4ª Vara Federal Cível da SJDF (Seção Judiciária do Distrito Federal). Com isso, a ANEEL foi notificada para cumprimento imediato da decisão, o que elevou o efeito médio do reajuste tarifário da Light para os consumidores de 8,59% para 16,69%.

Com a decisão judicial, fica suspensa a deliberação da diretoria da ANEEL que previa a reversão de R$ 1,04 bilhão em créditos tributários para reduzir o reajuste tarifário da distribuidora em 2026. As novas tarifas passam a valer a partir desta quarta-feira (18).

“A AGU (Advocacia Geral da União) irá interpor recurso contra a decisão tomada em primeira instância, buscando restabelecer a decisão da Diretoria da ANEEL e resguardar o direito dos consumidores da Light”, informou a Agência, em nota.

Na prática, a medida eleva o impacto tarifário para os consumidores do Rio de Janeiro. Com isso, as duas principais distribuidoras que atuam no estado passam a registrar reajustes médios superiores a 15% em 2026 — patamar quase quatro vezes acima da inflação oficial projetada para o período (4,10%).

Na semana passada, a ANEEL já havia aprovado o reajuste da Enel Rio, com efeito médio de 15,46%. No caso da Light, o percentual inicialmente aprovado era menor, mas foi ampliado após essa decisão judicial.

Light e Enel Rio têm reajustes acima da inflação aprovados pela ANEEL

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários (1)

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  • Jorge

    Uma agência que deveria, por norma, garantir o equilibrio entre as partes, premia empresas deficientes que têm prestado péssimos serviços à população do Rio de Janeiro e São Paulo. Resultado de anos de corrupção e privilégios descabidos que tanto vem prejudicando o cidadão comum. A solução passa pela extinção das Agências que acabaria com um modelo que deu certo, pelos vivos que acumulou durante sua existência.

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