Inverno pode afetar setor elétrico e agronegócio

Clima seco e picos de frio podem pressionar demanda por energia
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Inverno pode afetar setor elétrico e agronegócio
Tempo seco pode afetar o setor elétrico e picos de geada podem afetar as plantações. Foto: Defesa Civil de Santa Catarina/Divulgação

O inverno deverá trazer períodos de seca prolongados, alternando entre temperaturas elevadas e ao mesmo tempo picos de frio intensos que levam à possibilidade de geada.

Apesar do inverno já ser um período em que não chove muito, o La Niña está influenciando as características da estação e colocando o setor elétrico em alerta por causa do impacto em relação à oferta e demanda por energia.

Além disso, há a possibilidade do fenômeno influenciar o agronegócio, que pode sofrer com chances de geadas avançando pelo Centro Sul do país e atingindo áreas que produzem café e cana de açúcar, que são os produtos agrícolas mais sensíveis às baixas temperaturas.

A previsão é de que o La Niña se inicie em agosto e que ganhe força na primavera, atingindo seu pico no início do verão e depois comece a perder intensidade no outono de 2025.

Ana Clara Marques, meteorologista e especialista em clima para o setor elétrico da Climatempo, avalia que o aumento do consumo de energia no inverno devido às altas temperaturas atípicas e a diminuição das chuvas na região Sul tendem a provocar um sinal de alerta no setor.

Com o La Niña se formando em agosto, a tendência é de período seco mais prolongado e atraso na retomada do período úmido na primavera”, observa.  

O fenômeno vai acentuar ainda mais os períodos de seca registrados neste inverno nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, conforme já está ocorrendo, além de trazer chuva abaixo da média nessas regiões e seca no Sul. As temperaturas acima da média que estão ocorrendo nesse inverno devem pressionar ainda mais o consumo de energia no país.

Nadiara Pereira, meteorologista e especialista em clima para o agronegócio da Climatempo, explica que os impactos do La Niña e os picos de frio com geada, podem afetar produtos mais sensíveis ao frio, como o café e a cana de açúcar.

A meteorologista ainda comenta que o frio tardio no início da primavera mais para o Sul do país pode prejudicar os cultivos do inverno, como o trigo na fase de florada.

“Por outro lado, o La Niña tem a característica de aumentar as chuvas sobre as áreas mais ao Norte e Nordeste do País, de modo que a fronteira agrícola do Matopiba, que abrange o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, costuma produzir muito bem em anos com esse fenômeno”, destaca.

Hoje (02), a partir das 18h, o Canal Solar promoverá seu podcast Papo Solar pela plataforma do Youtube, que falará sobre mudanças climáticas, sob o tema: De quais formas os eventos climáticos podem ameaçar o setor solar? O programa contará com a participação de Lara Marques, analista comercial e especialista Solar da Climatempo e Márcio Rosa, CEO e Co-fundador da Embrastec.

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Imagem de Viviane Lucio
Viviane Lucio
Jornalista graduada pela UNIP (Universidade Paulista) e especialista em jornalismo científico pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Possui experiência em produção de notícias, reportagens, fotografia, assessoria de comunicação e de imprensa.

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