As previsões de chuvas mais favoráveis para o início de julho provocaram uma queda nos preços da energia elétrica negociada no mercado livre. Os recuos foram registrados nos principais contratos comercializados na plataforma BBCE e refletem a melhora das condições hidrológicas esperadas para o SIN (Sistema Interligado Nacional).
O maior movimento ocorreu no contrato de energia convencional com fornecimento em julho. O preço caiu de R$ 174,50/MWh para R$ 149,58/MWh, uma desvalorização de 14,28% em relação à semana anterior.
Também houve redução nos contratos com entrega em agosto. As negociações passaram de R$ 230,60/MWh para R$ 183,50/MWh, uma queda de 9,87%.
Para setembro, o preço recuou 6,57%, saindo de R$ 248,25/MWh para R$ 231,93/MWh. Já os contratos referentes ao terceiro trimestre fecharam a semana cotados a R$ 187,92/MWh, ante R$ 205,69/MWh na semana anterior. A redução foi de 8,64%.
A queda das cotações acompanha a melhora das expectativas para as afluências nas principais bacias hidrográficas do país.
Segundo o PMO (Programa Mensal da Operação) de julho, elaborado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico ), a previsão para a primeira semana operativa, entre 27 de junho e 3 de julho, indica afluências equivalentes a 102% da MLT (Média de Longo Termo) na região Sudeste/Centro-Oeste e de 172% da MLT na região Sul.
O cenário é resultado da atuação de áreas de instabilidade e da passagem de uma frente fria sobre a região Sul, favorecendo a ocorrência de chuvas e melhorando as condições de armazenamento dos reservatórios.
Contrato de 2027 lidera negociações
Apesar da queda dos preços nos contratos de curto prazo, o maior volume financeiro da semana ficou concentrado no produto anual de 2027.
Ao todo, foram negociados 850 GWh no contrato, o maior volume registrado entre os produtos comercializados na BBCE durante o período. Isso indica que os agentes seguem buscando previsibilidade para seus custos de energia no longo prazo, mesmo diante da melhora das condições hidrológicas no curto prazo.
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