O Brasil iniciou a construção do primeiro microrreator nuclear no Rio de Janeiro, com um financiamento total de R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões vindos do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
O microrreator terá uma potência de 100W, suficiente para sustentar a reação nuclear em cadeia de forma controlada e contará com a colaboração de 13 parceiros institucionais. O objetivo é que o reator forneça energia elétrica para pequenas cidades, data centers, plataformas de petróleo offshore, bases militares e diversos setores industriais, como metalurgia, alimentação, química e têxtil.
A iniciativa liderada pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), conta com o apoio de universidades, instituições científicas e agências internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica. O projeto prevê ainda que, no futuro, os microrreatores poderão atender municípios com menos de 20 mil habitantes, beneficiando cerca de 30 milhões de brasileiros.
De acordo com o MCTI, cerca de 68% dos municípios do país têm as condições necessárias para receber essa tecnologia, que, por ser compacta, pode ser transportada para regiões de difícil acesso, como áreas ribeirinhas e de mata. A unidade será instalada no Instituto de Engenharia Nuclear da CNEN, no Rio de Janeiro, e a expectativa é que o primeiro microrreator entre em operação até 2033.
De acordo com Adolfo Braid, diretor-executivo da Terminus P&D em Energia, uma das empresas investidoras, a capacidade científica e tecnológica do Brasil para projetar, fabricar e operar microrreatores com excelência é amplamente reconhecida.
“É um benefício muito grande ter um empreendimento como esse instalado dentro do País, porque, além de dominar todo o ciclo do combustível, toda a experiência que temos em operar usinas, enriquecer urânio, tudo isso se transforma, no final, em benefício para a população brasileira”, afirmou.
Energia nuclear entra em nova fase global e Brasil precisa acompanhar, diz ABDAN
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.