Com apoio da Finep e determinação da Diamante Energia, o Complexo Jorge Lacerda, movido a carvão, inicia uma trajetória inédita, ao se tornar cenário para o laboratório de desenvolvimento do primeiro microrreator nuclear brasileiro
Após décadas de protagonismo restrito às usinas de Angra e ao programa nuclear da Marinha, o Brasil se insere em um novo ciclo tecnológico que pode redesenhar sua soberania energética.
Na base desse movimento está a Diamante Energia, proprietária do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina. A empresa conduz hoje uma das iniciativas mais arrojadas do setor nuclear nacional ao partir para transformar parte da infraestrutura herdada da era do carvão em um centro de inovação orientado ao desenvolvimento do primeiro microrreator nuclear (MRN) concebido para operar no Brasil.
A iniciativa nasce de um contexto simultaneamente tecnológico e econômico. O fim programado da operação térmica movida carvão, previsto para 2040, abriu caminho para uma reflexão profunda sobre o destino dos 3 milhões de metros quadrados compreendidos pelo complexo.
Com acesso logístico, capacidade de transmissão, reservatórios de água, subestações existentes e mão de obra experiente, o local reúne características incomuns no país. Ou seja, trata-se de uma plataforma pronta para receber tecnologias de alto valor agregado, como reatores modulares.
Essa perspectiva é reforçada por posicionamentos públicos da própria Diamante Energia, que enxerga na transição energética uma chance de reindustrializar a região e atrair empregos altamente qualificados.
Inserem-se nesse arranjo duas subsidiárias criadas pelo grupo. A Terminus, criada para desenvolver microrreatores, e a Núcleo Brasil Energia Participações (NBEpar), que em 2025 se tornou sócia majoritária da Terminus.
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