A carga de energia elétrica no Brasil deve crescer 1,2% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando 79.634 MW médios, segundo estimativas divulgadas nesta sexta-feira (22) pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
O número representa uma revisão para cima em relação à projeção divulgada na semana anterior, quando o operador previa avanço de apenas 0,4% no consumo nacional de energia. Segundo o boletim, a revisão ocorre em meio à atualização das condições hidrológicas e das expectativas de demanda do sistema elétrico.
O órgão também elevou sua projeção para as chuvas que devem chegar às hidrelétricas da região Sul em maio. A expectativa agora é de afluências equivalentes a 101% da média histórica, ante 87% projetados anteriormente.
Nos demais subsistemas, o operador promoveu ajustes positivos para o Sudeste/Centro-Oeste, com previsão de afluências em 85% da média histórica, acima dos 83% estimados na semana passada.
No Nordeste, a expectativa subiu de 52% para 54% da média histórica. Já na região Norte, o ONS reduziu a projeção de 81% para 78%.
Apesar da melhora nas previsões de chuvas em parte do país, os principais reservatórios das hidrelétricas brasileiras, localizados no Sudeste/Centro-Oeste, devem encerrar maio com 66,3% da capacidade de armazenamento, ligeiramente abaixo dos 66,6% projetados anteriormente.
Por que a previsão de carga do ONS é importante?
A previsão de carga elaborada semanalmente pelo ONS é um dos principais indicadores para o planejamento da operação do sistema elétrico brasileiro. Na prática, ela representa a estimativa de quanto o país deverá consumir de energia elétrica em determinado período.
A partir desse cálculo, o operador define estratégias relacionadas ao despacho de usinas, acionamento de termelétricas, intercâmbio de energia entre regiões e segurança operativa do SIN (Sistema Interligado Nacional).
As projeções também influenciam diretamente o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), além das decisões de agentes do Mercado Livre de Energia, comercializadoras, geradoras e distribuidoras.
Como o ONS calcula a carga de energia?
A previsão de carga considera uma combinação de fatores econômicos e operacionais, como comportamento do consumo industrial; calendário de feriados; consumo residencial e uso de ar-condicionado.
Eventos climáticos extremos também exercem forte influência sobre os cálculos. Em períodos de calor intenso, por exemplo, o consumo costuma disparar devido ao uso de equipamentos de refrigeração.
Nos últimos anos, o Brasil registrou sucessivos recordes de demanda justamente durante ondas de calor, fenômeno que aumentou a atenção do setor elétrico sobre os impactos climáticos na operação do sistema.
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