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Por que mais profissionalização é saudável para o mercado fotovoltaico?

O país está avançando na geração de energia solar e tem grande oportunidade de expandir a participação na matriz energética

Autor: 2 de setembro de 2021Opinião
Por que mais profissionalização é saudável para o mercado fotovoltaico?

Em agosto, o mercado de energia fotovoltaica superou mais uma marca importante: ultrapassou os 10 gigawatts de capacidade de geração solar instalada, o que inclui usinas de grande porte e também os pequenos e médios sistemas instalados em residências e comércios, em telhados, fachadas e terrenos, segundo a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Sem dúvida, é um marco importante para o país. Do total, cerca de 65% da energia vem de geração distribuída. São mais de 600 mil unidades com geração própria de energia solar fotovoltaica.

Os números comprovam que o setor tem um enorme potencial de desenvolvimento e uma oportunidade ímpar de expansão para aumentar a participação da energia solar fotovoltaica na matriz energética nacional – uma fonte renovável e de menor custo, especialmente se compararmos com matrizes poluentes como as termoelétricas usadas em momentos de escassez hídrica como o atual.

Com esse horizonte adiante, precisamos, mais do que nunca, ter a responsabilidade de estimular a profissionalização conforme o mercado ganha mais maturidade. Desde 2012, também segundo a Absolar, o setor gerou mais de 300 mil empregos. É uma vitória em uma economia que já estava sofrendo antes mesmo de a pandemia de Covid-19 surgir.

Na Ecori, reforçamos nossas ações de formação contínua com cursos, lives e certificação. Acreditamos que profissionais qualificados estão mais bem preparados para todas as etapas, desde o projeto até a instalação dos kits fotovoltaicos, atuando com mais conhecimento e segurança.

A profissionalização do setor também é muito saudável para reduzirmos as possibilidades de ocorrências. Mercados internacionais como a Itália e a França enfrentaram problemas uma década depois que a geração distribuída começou a ser instalada por lá.

Aqui ainda não chegamos a um eventual pico de ocorrências, mas se (ou quando) passarmos por isso, as consequências serão ruins para todos. Em conjunto, podemos tornar o mercado muito mais robusto e pronto para a aceleração do crescimento adiante.

A marca de 10 GW já posiciona o Brasil entre os 15 países com maior capacidade de geração solar instalada. Ainda falta bastante para chegarmos perto da China (253,8 GW), dos Estados Unidos (73,8 GW) ou do Japão (68,6 GW).

Sem dúvida, podemos nos inspirar nos altos padrões de profissionalização desses países. Já disse antes e reafirmo: espero que em breve possamos vender produtos apenas para empresas certificadas. Tenho certeza de que quando chegarmos a este ponto termos alcançado outro patamar de maturidade.

Leandro Martins

Leandro Martins

Presidente da Ecori Energia Solar, com larga experiência, referência em energia solar fotovoltaica. Responsável pela popularização da tecnologia MLPE no Brasil, trazendo inicialmente a marca APsystems, e mais tarde, a SolarEdge para o país. Atua no mercado internacional desde 1996 em diversos segmentos e é formado em Comércio Exterior pela UNIBERO-SP.

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