Produtor investe em microrrede com solar e tem economia de R$ 26 mil mensais no diesel

Sistema híbrido, voltado à irrigação, está instalado na cidade de Baianópolis (BA); payback é de 2 anos e 9 meses
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Proprietário está gerando a própria energia para produzir duas safras. Imagem: Genwatt/Divulgação

Reportagem publicada na 22ª edição da Revista Canal Solar. Clique aqui e baixe agora gratuitamente!

As soluções híbridas estão ganhando cada vez mais espaço na estratégia dos consumidores, seja por razões econômicas ou técnicas. Essa denominação tem sido adotada para sistemas que possuem, por exemplo, geradores a diesel associados a outras fontes como a fotovoltaica e a eólica.

A combinação solar e diesel é vantajosa à medida que proporciona um modo confiável de alimentação isolada sem o uso intensivo de combustível fóssil. Em locais já atendidos pelos geradores, a adição de sistemas fotovoltaicos com operação em paralelismo tem o efeito de reduzir o custo com combustível, além de acrescentar confiabilidade e reforçar a autonomia da alimentação das cargas consumidoras.

Tais projetos já são uma realidade em qualquer escala, desde a microgeração até a geração centralizada. Entre os diversos consumidores que estão investindo nessa solução está o produtor rural Henrique Reges de Carvalho, que conectou um sistema híbrido, localizado em sua fazenda no município de Baianópolis (BA), em fevereiro deste ano.

O empreendimento – que tem a Fortlev Solar como distribuidora dos equipamentos e a JA Solar como fornecedora dos módulos – é voltado à irrigação, integrando energia fotovoltaica e geradores a diesel.

De acordo com o engenheiro Paulo Henrique Ferreira Campos, diretor de Operações e proprietário da Genwatt Engenharia, empresa integradora responsável pelo projeto, o cliente final investiu em uma solução híbrida por conta de alguns fatores, o primeiro foi em função da escassez de água na região. “O cliente furou três poços artesianos e conseguiu acessar o aquífero. Cada poço tem vazão de aproximadamente 300 mil litros de água por hora”.

“Já o outro problema era a falta de eletricidade. Foram perfurados os poços, mas não tinha energia da concessionária. Então, surgiu a necessidade de colocar uma fonte mais vantajosa, mais barata e ecologicamente correta”, enfatizou.

Diante deste cenário, o proprietário recorreu ao bombeamento solar para retirar a água do poço. “É um bombeamento autônomo, no qual é retirada a água para a mesma ser jogada em uma lagoa, utilizando-se apenas os painéis solares”.

“No caso do pivô, o sistema autônomo não se aplica em função da oscilação de vazão. Assim, o cliente colocou o gerador a diesel para alimentar os pivôs com a energia fotovoltaica híbrida em paralelo para proporcionar economia de diesel”, acrescentou Ferreira.

Detalhes do projeto

Segundo o engenheiro, primeiro é feito o bombeamento da água do poço até a lagoa artificial pelo sistema de bombeamento autônomo de 125 CV de potência. A bomba do pivô de 200 CV drena a água da lagoa até os pivôs para irrigação. Para isso acontecer, a fonte fotovoltaica e o gerador a diesel fazem o papel da rede elétrica e alimentam os equipamentos.

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Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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