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Reajuste de até 64% nas bandeiras tarifárias deixa solar mais competitiva

Consumidores com sistemas economizam até 4 vezes mais na conta de luz, mesmo em situações de bandeira vermelha

Autor: 8 de agosto de 2022Opinião
3 minutos de leitura
Reajuste de até 64% nas bandeiras tarifárias deixa solar mais competitiva

A produção própria de energia traz mais liberdade ao consumidor

Os consumidores de todo o Brasil pagarão mais na conta de luz sempre que houver aumento no custo de produção de energia elétrica no país. No mês passado, entrou em vigor o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Com isso, a energia solar se apresenta como uma alternativa viável para reduzir as despesas com eletricidade, com economia de até 75%. Se na tarifa anterior o sistema fotovoltaico já era muito viável economicamente, agora, com esses reajustes altos, se torna mais competitivo. A produção própria de energia traz mais liberdade ao consumidor, porque ele consome o que gera e deduz o excedente no sistema de compensação.

Nestes casos, o impacto é muito menor porque o custo adicional da bandeira só é contabilizado no resultado líquido mensal da conta de luz. Segundo dados da L8 Energy, a economia para quem tem sistemas fotovoltaicos pode chegar a 75%.

Uma família de Curitiba por exemplo, onde a tarifa de energia é de R$ 0,83 para cada kWh, com consumo mensal de 600 kWh, gastaria R$ 498,00 por mês na bandeira verde. Se esta residência produzisse mensalmente 450 kWh, por meio de um sistema solar, o valor da conta ficaria em R$ 124,50.  Confira a simulação feita pelo departamento de engenharia da empresa:

Comparação de contas de energia com e sem bandeira vermelha em residência com e sem geração solar

omparação de contas de energia com e sem bandeira vermelha em residência com e sem geração solar
Mês Consumo [kWh] Geração [kWh] Bandeira Verde Bandeira Vermelha Patamar 2
Sem Solar Com Solar Sem Solar Com Solar
Janeiro 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Fevereiro 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Março 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Abril 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Maio 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Junho 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Julho 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Agosto 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Setembro 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Outubro 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Novembro 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Dezembro 600 450 R$ 498,00 R$ 124,50 R$ 586,47 R$ 146,62
Total 7200 5400 R$ 5.976,00 R$ 1.494,00 R$ 7.037,63 R$ 1.759,41

Fonte: L8 Energy, com base na tarifa de energia residencial de Curitiba

A economia gerada pode variar de acordo com a capacidade de geração de cada sistema fotovoltaico e das tarifas adotadas por cada operadora. Além da vantagem financeira, a energia solar traz outros benefícios ao consumidor.

É ambientalmente sustentável, já que não produz nenhum tipo de resíduo na geração e utiliza recursos renováveis. Além disso, temos luz solar o ano todo, o que proporciona uma estabilidade de produção, não dependendo das chuvas como o sistema hidrelétrico, por exemplo.

Guilherme Nagamine

Guilherme Nagamine

Graduado em Engenharia Industrial Elétrica pela UTFPR, Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Dom Cabral . Mais de 20 anos de experiência na área Comercial e Desenvolvimentos de Negócios. Experiência no atendimento comercial junto as Concessionárias de Energia Elétrica.

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