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Redução de semicondutores pode afetar mercado fotovoltaico?

Fabricantes de inversores fotovoltaicos analisaram o impacto da escassez do insumo no setor solar

Autor: 27 de agosto de 2021Brasil
2 minutos de leitura
Redução de semicondutores pode afetar mercado fotovoltaico?

A alta no consumo de eletrônicos durante a pandemia de Covid-19 e os surtos da doença no Sudeste Asiático são os principais fatores da escassez na oferta de chips semicondutores na indústria mundial.

Esta situação vem gerando descompasso no preço e na entrega deste produto, impactando a produção de diversos produtos, entre eles o de inversores fotovoltaicos.

Allen Lei, diretor comercial da fabricante de baterias Dyness, avalia que essa “escassez continuará até o ano que vem pelo menos porque é difícil resolvê-la em pouco tempo, enquanto o mercado global tem uma grande demanda pelos chips, e a capacidade é difícil de atender em pouco tempo”.

Atualmente, a fabricante utiliza semicondutores no BMS (battery management systems) em suas baterias de lítio.

Desheng Lei, diretor de vendas da Solis, comenta que o impacto macroeconômico e a crise provocada pela pandemia têm causado grandes mudanças no mercado global e na logística internacional. “A falta de chips é um problema corriqueiro na indústria de equipamentos de energia e entre outras indústrias”.

Lei ainda afirma que para estabilizar o fornecimento de semicondutores, a Solis fechou um contrato neste ano no valor de mais de R$ 1 bilhão com a Infineon, fabricante alemã de IGBTs (Insulated Gate Bipolar Transistor). 

Segundo ele, a produção e a entrega estão ocorrendo normalmente. Além disso, Lei orienta que empresas do mercado fotovoltaico brasileiro tenham um plano de compras, para auxiliar na fabricação e envio dos produtos.

Já a empresa Huayu passou a utilizar como estratégia, para evitar problemas na entrega de microinversores, o escritório nos EUA em vez do canal de compra na China para obter o suprimento de fábrica localmente. 

Outra empresa que não encontra problema pela falta de chips no mercado brasileiro, por seu planejamento é a Fronius. De acordo com Alexandre Borin, gerente de Energia Fotovoltaica da Fronius do Brasil, a empresa “não tem problemas de falta de insumos para os inversores comercializados no Brasil, está tudo normal”.

“Isso é fruto de uma política de austeridade e de planejamento de longo prazo que só empresas sólidas como a Fronius podem oferecer ao mercado de energia solar”, conclui.

A fabricante Growatt também informou que continua produzindo seus inversores sem problemas na entrega dos seus produtos.

Redação do Canal Solar

Redação do Canal Solar

Texto produzido pelos jornalistas do Canal Solar.

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